sábado, agosto 8, 2026
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Preços de Alimentos da FAO Disparam 0,6% em Julho com Alta em Cereais e Açúcar, Mas Carnes e Laticínios Amortecem o Impacto

Alta impulsionada por commodities chave

Os preços globais dos alimentos apresentaram uma alta de 0,6% em julho de 2026, segundo o Índice de Preços dos Alimentos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). A média do índice atingiu 131,1 pontos, um aumento de 0,7 ponto em relação a junho. Apesar da elevação, o valor ainda se encontra 18,2% abaixo do pico histórico registrado em março de 2022, indicando uma relativa estabilidade em comparação a períodos anteriores de volatilidade extrema.

Cereais e óleos vegetais lideram a escalada de preços

O subíndice de cereais foi um dos principais responsáveis pela alta, com um aumento de 3,4% em julho. O trigo liderou esse movimento, valorizando 5,8%, impulsionado por preocupações com as interrupções no fluxo de grãos pelo Mar Negro e pelos efeitos de ondas de calor em regiões produtoras. O milho também contribuiu para o aumento, com uma alta de 3,6%, influenciado pelo clima seco nos Estados Unidos e pela dinâmica do mercado de energia. Os óleos vegetais acompanharam a tendência de alta, com o subíndice subindo 2,0% e atingindo o maior nível desde junho de 2022. O óleo de palma se destacou, sustentado pela demanda robusta do setor de biodiesel na Indonésia e pela valorização do petróleo bruto. O óleo de soja também registrou ganhos, impulsionado pela forte demanda nos EUA e pelo aumento das importações globais.

Açúcar sobe, mas produção brasileira limita o impacto

O açúcar registrou uma elevação de 5,6% em julho, atingindo 95,0 pontos. Essa alta foi motivada por preocupações climáticas em importantes regiões produtoras na União Europeia e na Ásia. No entanto, a melhora nas condições de colheita no Centro-Sul do Brasil atuou como um fator de contenção para a alta geral dos preços internacionais do adoçante, evitando que o aumento fosse ainda maior.

Carnes e laticínios em trajetória de queda

Em contrapartida à alta em cereais e óleos, os subíndices de carnes e laticínios apresentaram recuo. O índice de carnes caiu 2,8% em julho, marcando a primeira queda mensal do indicador em 2026. A redução nas cotações da carne de frango no Brasil, devido à oferta abundante, e o enfraquecimento da demanda internacional por carne suína e bovina foram os principais fatores. A carne ovina foi uma exceção, alcançando um recorde histórico de preços devido à oferta restrita na Oceania e à demanda global contínua. Já os laticínios registraram queda de 0,7%, com destaque para a desvalorização do leite em pó e da manteiga, apesar de uma leve alta no preço do queijo.

Fonte: www.poder360.com.br

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