sábado, agosto 8, 2026
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Caiado propõe anistia para condenados de 8 de Janeiro e criação de polícia sul-americana caso eleito presidente

Caiado propõe anistia para condenados de 8 de Janeiro e criação de polícia sul-americana caso eleito presidente

Candidato do PSD também defende classificação de facções como terroristas e fim das câmeras corporais em policiais.

O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), anunciou que, se eleito, enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para anistiar os condenados pelos atos de 8 de Janeiro logo no primeiro dia de seu governo. A medida, segundo ele, visa a “pacificar o país” e remover o tema do debate político, permitindo que o foco se volte para outras pautas consideradas mais relevantes.

Anistia como ferramenta de pacificação

Em sabatina promovida pela GloboNews e pelo g1, Caiado detalhou que a proposta de anistia fará parte de um conjunto de medidas a serem encaminhadas ao Legislativo logo após a posse. “Essa medida tem o sentido de pacificar o país. Nós não podemos mais conviver com o que estamos vivendo”, declarou, argumentando que a anistia permitiria ao governo e ao Congresso concentrar esforços em discussões mais produtivas para a sociedade.

Ao ser questionado sobre a caracterização dos atos de 8 de Janeiro como uma tentativa de golpe, Caiado evitou uma resposta direta, comparando a situação à anulação das condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que, caso eleito, seu governo trataria novos atos de depredação de forma diferente, sinalizando o fim de um ciclo de instabilidade.

Propostas de segurança e reformas

Além da anistia, Caiado mencionou a intenção de apresentar, no início do mandato, propostas de reformas administrativa e política, além de revisões na tributária e na Previdência. No campo da segurança pública, defendeu a criação de uma força policial integrada entre o Brasil e os países sul-americanos com os quais faz fronteira, visando o compartilhamento de inteligência e a atuação conjunta de agentes. A proposta, contudo, ainda não foi discutida com outros governos.

O candidato reiterou sua posição de classificar organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas. Em contrapartida, posicionou-se contra o uso de câmeras corporais por policiais, argumentando que os equipamentos restringem a liberdade de atuação dos agentes em situações de confronto e que, em sua visão, o país vive uma “guerra” que exige maior autonomia policial.

Gestão fiscal e emendas parlamentares

Caiado também defendeu a redução de gastos públicos e uma reforma administrativa, embora sem especificar cortes de despesas. Citou sua gestão em Goiás como exemplo de que o equilíbrio fiscal não precisa comprometer políticas sociais. No que diz respeito às emendas parlamentares, propôs limitar sua destinação, direcionando os recursos prioritariamente para projetos alinhados ao plano de governo federal eleito pela população, com o objetivo de evitar a fragmentação de prioridades e focar em obras estratégicas.

Fonte: www.poder360.com.br

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