quinta-feira, junho 4, 2026
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Ministro Durigan prevê fim da escala 6×1 no Senado até julho e anuncia novo Desenrola para bom pagador

Fim da escala 6×1 em vista

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, expressou otimismo nesta segunda-feira (1º de julho de 2026) quanto à aprovação da proposta que extingue a escala de trabalho 6×1 pelo Senado Federal. Segundo o ministro, o governo tem dialogado ativamente com parlamentares e acredita que a votação possa ser concluída antes do recesso de julho, ainda no primeiro semestre. A declaração foi feita durante entrevista ao SBT News.

Justificativas para a mudança

Durigan argumentou que a alteração na jornada de trabalho está alinhada com as transformações já observadas no mercado brasileiro e tem o potencial de diminuir as disparidades entre os trabalhadores. Ele destacou que a maioria dos profissionais no país já opera em regimes distintos da escala 6×1, especialmente aqueles com maior qualificação e renda. Na sua avaliação, os empregados que ainda se submetem a essa escala tendem a ter salários mais baixos e incluem, proporcionalmente, mais mulheres e negros. “O nosso tempo pede isso”, afirmou o ministro, defendendo a adoção de jornadas que ofereçam mais dias de descanso.

Equilíbrio e adaptação setorial

O ministro reconheceu a complexidade do debate, que exige equilíbrio e admitiu que a transição pode não ser simples para todos os setores da economia. No entanto, Durigan pontuou que ganhos de eficiência e produtividade podem auxiliar as empresas na adaptação às novas regras. Ele também mencionou discussões internacionais sobre a redução da jornada de trabalho, citando a análise de modelos de quatro dias semanais em países europeus, enquanto o Brasil ainda discute a ampliação do regime 5×2.

Novo programa Desenrola para adimplentes

Em outro ponto da entrevista, Durigan revelou que o governo está finalizando os detalhes de uma nova versão do programa Desenrola. Desta vez, a iniciativa será voltada para consumidores que mantêm seus pagamentos em dia, mas enfrentam taxas de juros elevadas. O objetivo, segundo o ministro, não é beneficiar a inadimplência, mas sim auxiliar aqueles que correm o risco de interromper seus pagamentos devido ao alto custo do crédito. O governo está em conversas com instituições financeiras para definir os mecanismos e espera anunciar a proposta em breve, buscando criar formas para que os consumidores continuem honrando seus compromissos financeiros.

Fonte: www.poder360.com.br

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