quarta-feira, maio 6, 2026
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Crise do Gás de Cozinha: Lula ameaça anular leilão da Petrobras e programa Gás do Povo entra em risco

Volatilidade do GLP gera crise política e ameaça programa social

A guerra no Oriente Médio e a consequente volatilidade nos preços do gás liquefeito de petróleo (GLP) desencadearam uma crise política para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O principal ponto de tensão é a ameaça ao programa Gás do Povo, que distribui botijões de gás gratuitos a famílias de baixa renda. O presidente Lula criticou veementemente um leilão da Petrobras que resultou em um aumento de mais de 100% no preço do GLP, declarando que não permitirá que a população arque com tais custos.

Petrobras e aumento de preços: O estopim da crise

A polêmica teve início com um leilão realizado pela Petrobras, no qual o GLP foi vendido com um ágio expressivo, chegando a 100% acima do preço de referência. Lula classificou a operação como “cretinice e bandidagem”, comparando-a a episódios anteriores envolvendo o preço do diesel. O presidente reiterou seu desejo de que a Petrobras “recompre” a refinaria de Mataripe, vendida durante o governo anterior, que também havia reajustado o preço do GLP em 15%.

Distribuidoras pressionam por reajuste e ameaçam programa social

O aumento significativo no custo do GLP gerou forte pressão das distribuidoras, que agora exigem um reajuste no preço do fornecimento para o programa Gás do Povo. Segundo executivos do setor, o aumento representa um custo extra mensal de pelo menos R$ 200 milhões para as empresas. Caso não haja um reajuste orçamentário para o programa, as distribuidoras ameaçam deixar de fornecer o GLP, colocando em risco o atendimento a cerca de 15 milhões de famílias que dependem da iniciativa.

Gás do Povo em xeque e o futuro do programa

O programa Gás do Povo, considerado uma das principais bandeiras sociais do governo atual, garante a recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias inscritas no CadÚnico. O orçamento inicial do programa, previsto para R$ 3,57 bilhões anuais, deve subir para R$ 5,1 bilhões em 2026. No entanto, a crise de oferta e o aumento de custos podem comprometer a continuidade e a abrangência do programa, especialmente em um ano eleitoral. Especialistas alertam para falhas de governança na Petrobras e a necessidade de subsídios adequados, financiados pelo Tesouro, para evitar impactos negativos no mercado e garantir a sustentabilidade de programas sociais.

Fonte: neofeed.com.br

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