Declínio Histórico do Cheque
O uso de cheques no Brasil registrou uma queda expressiva de 18,2% em 2025 em comparação com o ano anterior, atingindo o menor patamar em três décadas. Segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), foram compensados 112,5 milhões de cheques no país. Desde 1995, quando foram registrados 3,3 bilhões de documentos, a retração acumulada chega a impressionantes 96,62%.
Ascensão Digital e Declínio do Cheque
Essa redução contínua no uso do cheque é impulsionada pela expansão de alternativas de pagamento digitais, como internet banking, mobile banking e, mais recentemente, o Pix, lançado em 2020. A conveniência e a agilidade das transações online e instantâneas levaram os brasileiros a abandonarem gradualmente o uso do cheque para o dia a dia.
Valor Financeiro e Ticket Médio em Alta
Apesar da queda no volume de documentos, o valor financeiro movimentado por cheques ainda é significativo. Em 2025, o montante totalizou R$ 472,7 bilhões, uma diminuição de 9,64% em relação a 2024. Curiosamente, o valor médio dos cheques apresentou um aumento, passando de R$ 3.800,67 em 2024 para R$ 4.199,77 em 2025. Isso sugere que o cheque tem sido cada vez mais utilizado em transações de maior valor, funcionando como garantia ou em operações específicas, enquanto pagamentos rotineiros migraram para meios digitais.
O Futuro do Cheque no Brasil
Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban, destaca que a queda consistente reflete a consolidação das soluções digitais no cotidiano dos brasileiros, especialmente com o avanço do Pix. Ele afirma que o cheque ainda encontra espaço em situações pontuais, como caução em compras ou operações de vulto. A tendência, segundo o setor bancário, é de manutenção dessa queda, com o cheque ocupando um papel cada vez mais restrito no sistema de pagamentos do país.
Fonte: www.poder360.com.br

