sábado, agosto 8, 2026
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Mediunidade na Maturidade: Márcia Sensitiva Explica Por Que Sinais Podem Surgir Após os 60 Anos

Despertar Espiritual Tardio: Um Fenômeno Comum?

É comum que algumas pessoas percebam sinais de mediunidade apenas na terceira idade, após os 60 ou 70 anos? Segundo Márcia Fernandes, conhecida como Márcia Sensitiva, a resposta é sim. Com mais de 40 anos de experiência em espiritualidade e manifestações mediúnicas desde a infância, a especialista explica que a faculdade mediúnica é inerente a todos, mas sua manifestação pode variar ao longo da vida.

A infância é um período em que a glândula pineal, associada à mediunidade, encontra-se mais ativa e sem medos. Com o passar dos anos, o foco se volta para o materialismo, o estudo e a construção da vida adulta, levando ao que Márcia Sensitiva descreve como um “fechamento” da glândula pineal. O despertar espiritual, e consequentemente da mediunidade, frequentemente ocorre em momentos de maior tranquilidade na vida adulta, ou paradoxalmente, através de dores e doenças.

“A maioria das pessoas congela a pineal na puberdade. Quando a pessoa se torna adulta, ela já tem seu trabalho, ela já está mais tranquila, tem o despertar para a espiritualidade, na tranquilidade dessa alma humana. E como é que desperta? Na dor ou doenças”, afirma. Assim, a maturidade, com sua carga de experiências e maior serenidade, pode propiciar um ambiente favorável para que a mediunidade se manifeste.

Distinguindo Mediunidade de Intuição e Mudanças da Idade

Márcia Sensitiva faz uma distinção crucial entre a mediunidade e a intuição, um equívoco comum, especialmente em idosos. A intuição é descrita como um canal direto de comunicação divina, uma resposta a questionamentos que surge de forma clara e inspiradora. “A intuição é você fazer uma pergunta, por exemplo. À noite, eu costumo deitar com um problema. Eu peço para Deus a resposta. Na manhã seguinte, eu tenho a intuição, que é a forma com que Deus faz com que eu entenda a resposta”, explica.

A mediunidade, por outro lado, envolve uma conexão mais direta com o plano espiritual, como a capacidade de conversar com entidades desencarnadas ou incorporar mentores espirituais. “Mediunidade é você abrir tua mente para conversar com pessoas mortas, para incorporar pessoas, mentores. Quer dizer, é um outro trabalho que precisa de muito estudo”, ressalta a sensitiva.

Ela também alerta para a confusão entre manifestações mediúnicas e transtornos mentais, como a esquizofrenia. No entanto, a maturidade pode trazer o equilíbrio necessário para discernir essas experiências. “A pessoa mais equilibrada e de mais idade consegue ter esse tempo para sentir o invisível, que nada mais é do que uma mediunidade.”

Orientação e Cuidados Essenciais para Mediunidade Tardia

Para aqueles que experimentam fenômenos mediúnicos na terceira idade, o estudo é o primeiro passo. Márcia Sensitiva recomenda a leitura das obras de Allan Kardec, que detalham os diversos tipos de mediunidade e oferecem um embasamento teórico fundamental. “Se informar é fácil, está cheio de livros. Que tipo de mediunidade existe? Se realmente aquilo que ela está tendo não é uma alucinação mental? Então não tem jeito, tem que estudar.”

Sinais como ouvir vozes, sentir cheiros específicos (rosas indicando positividade, odores desagradáveis sugerindo entidades em desequilíbrio), ver vultos ou ter arrepios súbitos podem ser manifestações mediúnicas. A sensitiva enfatiza a importância de estudar para discernir a natureza dessas experiências.

Em casos de manifestações ostensivas ou preocupação familiar, a busca por orientação profissional e espiritual é fundamental. “Conversar, entender o que ele está vendo e estudar Kardec, como eu te disse, para ver se realmente aquilo é viável. Procurar um psiquiatra, claro, se for uma coisa muito ostensiva. Precisa procurar um centro espírita”, aconselha. A combinação de acompanhamento médico e espiritual pode ajudar a pessoa a compreender e gerenciar suas faculdades mediúnicas, evitando medos e confusões.

Acolhendo o Relato Familiar e Superando o Medo

Quando um idoso relata ver ou conversar com entes queridos já falecidos, a reação familiar é crucial. Márcia Sensitiva incentiva o diálogo aberto e a busca por conhecimento, como o estudo de Kardec, para validar a experiência. “Se for muito acentuado, procura um médico para verificar a parte psiquiátrica e, claro, uma sessão espírita, mesa branca, porque ele tem que ir para, inclusive, entender o que está acontecendo”, orienta.

O medo é um obstáculo comum, mas a especialista encoraja a superá-lo através do estudo e da busca por locais adequados, como Federações Espíritas. “Não tenha medo. Estude sobre isso. Verifique se é recorrente. Se for recorrente, procure uma Federação Espírita, por exemplo, de São Paulo. Procure entender o que é isso”, conclui.

Fonte: viva.com.br

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