terça-feira, agosto 11, 2026
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Supremo Tribunal Russo Exclui Partido Antiguerra Yabloko das Eleições Parlamentares Após Ação de Grupo Nacionalista

Yabloko Barrado das Eleições

O Supremo Tribunal da Rússia decidiu anular a inscrição do partido liberal Yabloko para as eleições legislativas de setembro. A decisão atende a um pedido do partido nacionalista “Rodina”, que acusou o Yabloko de irregularidades em sua campanha eleitoral. Entre as alegações apresentadas pelo “Rodina”, liderado pelo deputado Alexei Zhuravlev, estão o suposto “financiamento estrangeiro que não passa por conta bancária” e “um enorme trabalho em redes sociais proibidas, financiado pelo Ocidente”. Zhuravlev também acusou o Yabloko de “extremismo” por defender a paz.

Reações e Defesa do Yabloko

O presidente do Yabloko, Nikolai Rybakov, contestou veementemente a decisão no tribunal, afirmando que “não há quaisquer fundamentos para afastar o partido das eleições”. Ele ressaltou que a Comissão Eleitoral Central havia verificado todos os documentos e admitido o partido por unanimidade. Rybakov também mencionou que inspeções anteriores do Ministério da Justiça não encontraram ilegalidades, classificando as queixas do “Rodina” como infundadas e sem provas. Dezenas de apoiadores do Yabloko se reuniram em frente ao Supremo Tribunal em Moscou para demonstrar solidariedade.

Pressões de Outros Partidos

Líderes de outros partidos russos também se manifestaram contra o Yabloko. Gennady Zyuganov, do Partido Comunista (KPRF), criticou a oposição por não apoiar “a política de reforço da estatalidade russa” e por não condenar as ações das autoridades ucranianas. Leonid Slutsky, do LDPR, chegou a pedir que o Yabloko fosse considerado uma organização indesejável devido à sua proposta de negociações de paz com Kiev. Sergei Mironov, da “Rússia Justa”, instou o Ministério da Justiça e a Procuradoria-Geral a “olharem atentamente para o Yabloko”, pois o partido se opõe à “operação militar especial” e “promete concluir uma paz vergonhosa para o país”.

Contexto e Especulações

O registro do Yabloko para as eleições, ocorrido em 29 de julho com o lema “Pela paz e pela liberdade”, já havia gerado especulações sobre como a única força política com uma plataforma pacifista conseguiu ser admitida. Fontes próximas à Comissão Eleitoral Central sugerem que as autoridades poderiam desejar um canal para “descarregar” o descontentamento popular. Outros analistas apontam que a presença do Yabloko poderia servir para desviar votos de partidos em ascensão, como o “Novas Pessoas”. As eleições para a Duma de Estado ocorrerão entre 18 e 20 de setembro.

Fonte: pt.euronews.com

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