Medicina diagnóstica em transformação
O setor de medicina diagnóstica está passando por uma profunda reconfiguração. Fatores como o avanço do envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas e a necessidade de maior sustentabilidade no sistema de saúde impulsionam as empresas a irem além da simples realização de exames. O objetivo é oferecer uma assistência mais personalizada, com coordenação do cuidado e uma integração robusta de dados.
Nesse contexto estratégico, Jeane Tsutsui, CEO do Grupo Fleury, compartilhou as visões da companhia em um novo episódio do Futuro Talks. Ela explicou como o Fleury, que completa um século de história, está reposicionando sua atuação para atender a essas novas demandas.
Inovações do Grupo Fleury para o futuro
Entre as principais apostas do Grupo Fleury para o futuro, destacam-se as jornadas integradas de cuidado, que visam acompanhar o paciente de forma contínua e completa. A empresa também investe em centros dedicados à longevidade saudável, com foco em qualidade de vida para a população idosa. O atendimento domiciliar, a medicina de precisão – que utiliza dados genéticos e moleculares para tratamentos mais eficazes – e a inteligência artificial (IA) são outros pilares importantes. Segundo a CEO, essas iniciativas buscam otimizar a eficiência e colocar o paciente no centro da assistência.
Desafios estruturais da saúde brasileira
Tsutsui também abordou os desafios estruturais enfrentados pela saúde no Brasil. Ela ressaltou a importância da prevenção como um dos caminhos para um sistema mais sustentável e acessível. A interoperabilidade, ou seja, a capacidade de diferentes sistemas de saúde trocarem informações de forma eficaz, e a colaboração entre hospitais, operadoras de planos de saúde, laboratórios e o poder público são consideradas fundamentais para lidar com o envelhecimento da população e ampliar o acesso às inovações médicas.
Crescimento e parcerias estratégicas
A CEO do Grupo Fleury afirmou que a estratégia de negócios da empresa continuará combinando crescimento orgânico com aquisições estratégicas. O investimento em tecnologia, inovação e medicina diagnóstica permanece como prioridade. Tsutsui também mencionou os aprendizados obtidos com as joint ventures nas áreas de oncologia e genômica, que demonstram o potencial de colaborações para impulsionar o avanço do setor.
Fonte: futurodasaude.com.br

