domingo, maio 31, 2026
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Mercado Ilícito Causa Prejuízos Bilionários à Indústria Brasileira, Superando Custos de Prevenção

Indústria Brasileira Sofre Impacto Econômico Significativo com Ilícitos

O mercado ilícito representa um dreno financeiro considerável para a indústria brasileira, com perdas líquidas de vendas estimadas em R$ 39 bilhões nos últimos dois anos. Segundo a sondagem especial Brasil Legal, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), um terço das empresas industriais foram afetadas por atividades ilegais. A perda de receita bruta é o principal efeito negativo sentido por 50% das empresas impactadas, seguida pela diminuição da participação de mercado (30%) e o aumento dos custos com segurança (28%).

Pequenas e Médias Empresas Mais Expostas aos Riscos da Ilegalidade

Embora 31% das empresas em geral tenham suas atividades prejudicadas por ilícitos, o impacto é mais acentuado em médias (32%) e grandes empresas (33%) em comparação com as pequenas (25%). No entanto, a CNI aponta que as pequenas e médias empresas são, proporcionalmente, mais vulneráveis. O impacto negativo médio para pequenas empresas corresponde a 0,6% de sua receita líquida anual, para médias é de 0,8%, e para grandes, 0,4%. Fabrício Silveira, superintendente de Política Industrial da CNI, explica que a menor estrutura financeira, a dificuldade em diluir custos fixos e o acesso restrito a crédito tornam os pequenos negócios mais suscetíveis, especialmente à concorrência desleal.

Roubo de Carga e Não Conformidade de Produtos Dominam o Cenário de Ilícitos

O roubo de carga é o ilícito mais frequente, afetando diretamente 32% das empresas. No Rio de Janeiro, a estimativa para 2025 é de um prejuízo de R$ 314 milhões, com uma média de 8 caminhões atacados diariamente. Em segundo lugar, com 29% das citações, está a comercialização de produtos que não atendem às regulamentações técnicas, de segurança ou de qualidade exigidas por lei. Essa prática, que inclui a ausência de certificações e rotulagem inadequada, é o principal problema para médias (33%) e pequenas empresas (26%), configurando concorrência desleal e riscos ao consumidor.

Gastos com Prevenção Superam Perdas Diretas, Mas Cibersegurança Ainda é Deficitária

Os gastos da indústria com segurança, incluindo segurança patrimonial e cibernética, totalizam 1,1% da receita líquida, o que equivale a R$ 68,5 bilhões. Este valor é superior às perdas diretas causadas pelos ilícitos (R$ 39,1 bilhões). Apesar disso, o investimento em cibersegurança permanece baixo, com 77,1% das empresas destinando apenas 1% ou menos de seu orçamento para essa área. A CNI ressalta a necessidade de a cibersegurança assumir um papel mais estratégico no combate às ilegalidades. Para combater os efeitos dos ilícitos, 77% das empresas apontam o aumento da fiscalização e controle como medida prioritária, seguidos por ações de inteligência (46%) e o endurecimento da legislação (36%). O fortalecimento dos órgãos de segurança pública estaduais é visto como crucial por 41% das empresas, enquanto a Polícia Federal e a Receita Federal também figuram como prioridades para o enfrentamento de esquemas estruturados e a defesa de fronteiras.

Fonte: www.poder360.com.br

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