Dificuldades no Epicentro do Surto
Alan Gonzalez, vice-diretor de operações da Médicos Sem Fronteiras (MSF), descreveu a situação no combate ao Ebola em regiões da África como de “extrema limitação”. A província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), é apontada como o epicentro do surto, concentrando mais de 90% dos casos. Nesta área, a MSF está empenhada na construção de um Centro de Tratamento de Ebola (CTE) com 65 leitos para acomodar pacientes confirmados e suspeitos.
Desafios em Kivu e o Impacto Colateral na Saúde
No leste do país, onde a população convive há anos com a insegurança e um sistema de saúde fragilizado, a atuação de organizações como a MSF é limitada. Em Kivu do Norte, a resposta ao surto está sendo adaptada com base em sistemas já estabelecidos para epidemias anteriores de Ebola, Mpox e cólera. Já em Kivu do Sul, onde casos de Ebola foram confirmados, equipes da MSF iniciaram a instalação de dois CTEs em Bukavu e Lwiro. Além disso, a organização relata que o medo do Ebola e das medidas de isolamento tem levado pacientes com outras doenças a evitar a procura por atendimento médico, agravando a crise sanitária.
O Papel Fundamental da Médicos Sem Fronteiras
Fundada em 1971, a Médicos Sem Fronteiras é uma organização médica internacional que atua em mais de 75 países, oferecendo assistência em zonas de conflito, epidemias e desastres. Com sede na Suíça e um quadro de 67 mil profissionais, a MSF se destaca pela capacidade de erguer hospitais do zero, combinando expertise médica e logística. Sua operação é majoritariamente financiada por doações privadas (97%), o que reforça seu compromisso com a neutralidade e a atuação direta na linha de frente, denunciando crises humanitárias.
Fonte: viva.com.br

