Mandado judicial autoriza apreensão de fundos em criptomoedas e busca em empresas ligadas ao ex-líder
O juiz espanhol José Luis Calama ordenou o bloqueio de parte das contas bancárias de José Luis Rodríguez Zapatero, ex-primeiro-ministro da Espanha, e de suas filhas. A medida faz parte da investigação do caso Plus Ultra, que apura supostas comissões ilegais recebidas em troca do resgate público da companhia aérea.
Investigação apura crimes de organização criminosa e tráfico de influências
O processo judicial investiga possíveis crimes de organização criminosa, falsificação de documentos e tráfico de influências. As suspeitas recaem sobre a ajuda pública de 53 milhões de euros concedida à companhia aérea em março de 2021 pelo governo espanhol. O magistrado autorizou a Unidade de Delinquência Económica e Fiscal (UDEF) a apreender fundos em criptomoedas associados aos investigados, permitindo a transferência desses ativos digitais para carteiras controladas pela Polícia.
Buscas em escritórios e empresas ligadas a Zapatero e familiares
A decisão judicial segue uma semana de diligências intensas, que incluíram buscas no escritório profissional de Zapatero e em outras três sociedades comerciais. Uma delas, a What The Fav S.L., está ligada às filhas do ex-primeiro-ministro e pode ter recebido parte das supostas comissões. Empresas como Softgestor e Inteligencia Prospectiva também foram alvos das buscas. Além disso, o juiz autorizou a revista pessoal da secretária de Zapatero, Maria Gertrudis Alcázar, apontada como peça-chave na suposta rede criminosa.
Zapatero será ouvido pela justiça em junho
José Luis Rodríguez Zapatero foi convocado para depor como investigado na Audiência Nacional no próximo dia 2 de junho. O caso Plus Ultra tem ganhado destaque na mídia espanhola, com investigações que também apontam para possíveis ligações com a Venezuela. O governo atual, liderado por Pedro Sánchez, manifestou apoio a Zapatero e descartou a antecipação de eleições em meio ao escândalo.
Fonte: pt.euronews.com

