Dependência de um camisa 10 em alta
A convocação de Neymar para a Copa do Mundo, anunciada há uma semana, continua gerando debates sobre o peso simbólico de um camisa 10 às vésperas do principal torneio de seleções do planeta. Segundo o periódico inglês The Guardian, a escolha pelo jogador de 34 anos, sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, é vista como uma “tentativa desesperada de criar o tipo de narrativa que Messi desfrutou na última edição do Mundial”.
O fantasma de Messi e a última dança
Em 2022, Lionel Messi, então com 35 anos, liderou a Argentina ao título em um cenário de pressão similar ao que o Brasil enfrenta. Muitos viam aquela Copa como a “última dança” do craque argentino, que decidiu o torneio com sete gols e três assistências, sendo eleito o melhor jogador. Messi não só brilhou, mas também encerrou um jejum de 36 anos sem títulos mundiais para a Argentina, que não vencia desde 1986.
O hiato brasileiro e a busca por um salvador
O Brasil, por sua vez, acumula um hiato de 24 anos sem conquistar a Copa do Mundo, desde o último título em 2002. A pressão aumenta com o fato de que jogadores como Vini Jr. e Raphinha, apesar de brilharem em seus clubes europeus, ainda não conseguiram replicar o mesmo futebol vistoso com a Seleção. Nesse contexto, a publicação sugere que Neymar surge como uma “alternativa segura”, uma figura que poderia suprir a carência de um líder capaz de carregar o time.
Neymar: Encanto e frustração na mira
O The Guardian aponta que “a sensação era de que o Brasil precisava de um Messi para chamar de seu, e isso criou uma cultura de dependência que não beneficiava ninguém”. A reportagem descreve Neymar como um jogador que “encanta alguns e frustra outros, um veículo no qual facções rivais projetam suas narrativas”. A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho, contra Marrocos, em Nova Jersey.
Fonte: jovempan.com.br

