quarta-feira, maio 6, 2026
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JD Vance em Islamabad: EUA avisam Irã para não ‘brincar’ durante negociações cruciais no Paquistão

Vance envia mensagem firme ao Irã antes das negociações

Em um movimento diplomático significativo, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, desembarcou em Islamabad, Paquistão, com a missão de mediar conversações com o Irã. Antes de iniciar os diálogos, Vance enviou um aviso claro a Teerã: “Se eles vão tentar nos enganar, descobrirão que a equipe de negociação não é muito receptiva.” A declaração, feita a jornalistas antes de embarcar no Air Force Two, sinaliza a seriedade com que Washington encara a situação, sob as diretrizes expressas do presidente Donald Trump.

Cessar-fogo instável e pressão política moldam o cenário

A viagem de Vance ocorre em um momento crítico, com um cessar-fogo temporário à beira do colapso. As exigências dos EUA e de seu aliado Israel parecem distantes das apresentadas pelo Irã, aumentando a complexidade das negociações. Internamente, nos Estados Unidos, a pressão política e econômica para encerrar o conflito, que já dura seis semanas, é crescente, especialmente com Vance vislumbrando uma possível candidatura presidencial em dois anos. A delegação americana também inclui Steve Witkoff, enviado especial de Trump, e Jared Kushner, genro do presidente, que já participaram de rodadas anteriores de conversas indiretas.

Reino Unido e Europa buscam estabilidade em meio ao conflito

Paralelamente, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou o cessar-fogo como “frágil” após conversações com autoridades do Qatar. Starmer enfatizou a necessidade de manter o Estreito de Ormuz aberto à navegação e expressou preocupação com a ameaça de Trump de abandonar a OTAN, defendendo um papel europeu mais robusto na aliança. A Europa tem se mantido cautelosa, equilibrando seu apoio aos EUA como aliado da OTAN com a necessidade de evitar retaliações por parte de Trump.

Israel exclui Espanha de organismo de controle em Gaza

Em outra frente diplomática, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou a exclusão da Espanha de um organismo internacional liderado pelos EUA que monitora a Faixa de Gaza. Netanyahu declarou que não permitirá que países com políticas anti-israelenses participem dos esforços de paz na região, citando a postura espanhola como motivo para a decisão. O centro, criado em outubro de 2025, tem como objetivo supervisionar a implementação de um acordo de paz e conta com a participação de militares americanos e de outras delegações.

Fonte: pt.euronews.com

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