Tensão em São Paulo
Uma manifestação de estudantes grevistas da Unesp, USP e Unicamp, realizada na Praça da República, centro de São Paulo, foi marcada por um confronto com apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e pela intervenção da Polícia Militar. O ato, que reivindicava melhores condições de auxílio permanência e reajuste salarial, terminou com o uso de bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os grupos após discussões e empurrões.
O Estopim da Confusão
A agitação começou com a chegada do vereador Adrilles Jorge (União-SP) e do influenciador Robson Fuinha ao local da manifestação. Eles passaram a filmar os estudantes presentes, o que gerou reações como gritos de “vai trabalhar”. Adrilles Jorge teria respondido afirmando que “Eu que pago a universidade de vocês”, segundo relatos de participantes. A assessoria do vereador, por sua vez, declarou que Adrilles e sua equipe foram vítimas de agressões físicas e tentativas de intimidação.
Intervenção Policial e Repercussão
A Polícia Militar interveio lançando bombas de gás lacrimogêneo para separar os grupos. De acordo com manifestantes, algumas bombas atingiram dutos de ar, espalhando o gás em direção aos estudantes. As universidades estaduais foram procuradas para posicionamento. A Unesp informou que o confronto ocorreu fora da instituição e que o movimento estudantil em algumas unidades está em estado indicativo de greve, sem decisão conjunta de paralisação em todas. A Unicamp reiterou seu compromisso com o diálogo e a busca por soluções consensuais, destacando que a universidade funcionava normalmente. A USP optou por não se manifestar.
Contexto da Mobilização
O ato ocorre um dia após a Polícia Militar desocupar a reitoria da USP, que estava ocupada por estudantes desde a quinta-feira anterior. A manifestação desta segunda-feira foi convocada para acompanhar uma reunião do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), que foi cancelada. Apesar disso, representantes do Fórum das Seis se reuniram com a presidência do Cruesp para discutir pautas como reajuste salarial, aumento do auxílio permanência estudantil, cotas trans e vestibular indígena. A greve estudantil nas universidades estaduais paulistas visa, entre outras demandas, o aumento do auxílio permanência para R$ 1.804, equivalente ao salário mínimo paulista.
Fonte: www.poder360.com.br

