quarta-feira, maio 13, 2026
HomeEconomiaBrasil Subprecificado: Gestores de Riqueza Veem Oportunidade Rara com Riscos Superestimados e...

Brasil Subprecificado: Gestores de Riqueza Veem Oportunidade Rara com Riscos Superestimados e Retornos Subestimados

Brasil Subprecificado: Gestores de Riqueza Veem Oportunidade Rara com Riscos Superestimados e Retornos Subestimados

Especialistas apontam que o pessimismo excessivo com o país abre janela para investidores de longo prazo, atraídos pela energia excedente e juros desalinhados com a inflação.

O mercado brasileiro apresenta uma oportunidade única para investidores, impulsionada por uma percepção de riscos superestimados e retornos subestimados, segundo Cristiano Souza, fundador da Zeno Equity Partners. Em meio a um cenário global de escassez energética e euforia com tecnologias como inteligência artificial, Souza destaca o Brasil como um “berço de oportunidades”, especialmente para quem busca alocação de capital de longo prazo.

A Assimetria de Riscos e Retornos no Brasil

Após 11 anos sem investir no país, Souza decidiu realocar capital na América Latina, majoritariamente no Brasil, no final de 2024 e início de 2025. Sua decisão foi motivada pela constatação de que, enquanto grandes investidores e economistas expressavam pessimismo, a realidade econômica brasileira apresentava um cenário de oportunidades subvalorizadas. “Quando todo mundo desistiu do Brasil, eu voltei a investir”, afirmou Souza, ressaltando a assimetria observada: “Os riscos estão superestimados e os retornos, subestimados”. Ele compara essa situação com o entusiasmo em torno da inteligência artificial nos EUA, onde, em sua visão, os riscos estão subestimados e os retornos, superestimados.

Energia Brasileira: Uma Vantagem Geopolítica Inexplorada

Um dos pilares da tese de investimento de Souza é a vantagem geopolítica do Brasil em relação à energia. Enquanto o mundo, especialmente a Ásia e a Europa, enfrenta uma escassez estrutural de energia, a América Latina, com destaque para Brasil e Argentina, possui capacidade excedente e recursos naturais ainda a serem explorados, tudo isso em um ambiente de maior estabilidade institucional. “O mundo está cada vez mais short em energia. […] Qual é o lugar onde eu consigo ter acesso à energia em um ambiente geopoliticamente estável? Só tem um lugar no mundo”, declarou.

Desalinhamento entre Inflação e Juros: O Fator Brasil

Souza também aponta o desalinhamento entre a inflação e as taxas de juros no Brasil como um fator que contribui para a subprecificação dos ativos locais. Ele observa que o consenso entre investidores estrangeiros é que “o juro no Brasil está errado”. Com uma inflação próxima de 4% e juros na casa dos 14%, o diferencial em relação aos EUA, onde a inflação está em torno de 3% e os juros em 4%, é considerado exagerado. Esse diferencial, segundo ele, explica em parte o desconto excessivo dos ativos brasileiros nos últimos anos e o retorno do país ao radar de investidores globais.

Mudança Cultural Necessária no Investimento Brasileiro

Fernando Cinelli, fundador e CEO da Apex Partners, reforça a necessidade de uma mudança cultural no mercado de capitais brasileiro. Ele critica a “obsessão nacional pelo CDI e pelos títulos públicos”, argumentando que o país continuará com juros elevados enquanto a poupança doméstica financiar o governo em vez de projetos produtivos. Cinelli defende uma mentalidade de investimento de longo prazo, com foco na construção de patrimônio produtivo, similar à de economias desenvolvidas. “Ninguém fica rico investindo no CDI. CDI é para quem já é rico”, concluiu.

Fonte: neofeed.com.br

RELATED ARTICLES

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisment -
Google search engine

Most Popular

Recent Comments