Mercado financeiro em alerta com cenário internacional
A sexta-feira (24.jul.2026) foi marcada por um movimento de cautela nos mercados financeiros brasileiros. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,081, registrando uma leve desvalorização de 0,06%. No pregão da B3, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, também sentiu o impacto do cenário externo, fechando com queda de 1,52%, aos 174.041,95 pontos.
Petróleo Brent e Estreito de Ormuz ditam ritmo
Um dos principais fatores que influenciaram o comportamento do mercado foi o retorno do preço do barril de petróleo Brent para abaixo da marca de US$ 100. Na véspera, o Brent havia superado essa cotação, impulsionado pela intensificação do conflito no Oriente Médio. A atenção se volta para o Estreito de Ormuz, rota crucial por onde transita aproximadamente 20% do petróleo mundial. Qualquer sinal de restrição à navegação na região eleva o risco de uma oferta menor e, consequentemente, pode encarecer os custos de frete e seguros marítimos, mesmo sem um bloqueio efetivo.
Novas tarifas dos EUA adicionam pressão
Além da questão geopolítica no Oriente Médio, o mercado brasileiro também reagiu às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. O representante comercial americano, Jamieson Greer, confirmou na quinta-feira (23.jul) a implementação de uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, que passou a vigorar a partir desta sexta-feira (24.jul). Essa medida se soma a uma tarifa anterior de 25%, anunciada em 15 de julho pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), elevando o potencial total das tarifas sobre exportações brasileiras para até 37,5%.
Impacto nas exportações e cenário econômico
O aumento das tarifas americanas gera preocupações sobre a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional e pode impactar o fluxo de exportações do país. Analistas observam com atenção os desdobramentos dessa política comercial e seus reflexos na economia brasileira, que já lida com um cenário de incertezas globais e pressões inflacionárias.
Fonte: www.poder360.com.br

