sexta-feira, agosto 21, 2026
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Defesa de Lulinha alega interferência política e ‘peso do sobrenome’ em investigações da PF

Investigações sob suspeita

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, manifestou nesta quinta-feira (20.ago.2026) preocupação com o que considera ser uma interferência política nas investigações da Polícia Federal (PF) que o envolvem. O advogado Marco Aurélio de Carvalho declarou ao Poder360 que seu cliente enfrenta o “peso do sobrenome” e que os inquéritos em andamento deveriam ser arquivados caso ele não fosse filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Motivação política e vazamentos seletivos

Segundo a defesa, há uma motivação política por trás das apurações conduzidas pela PF, e eles esperam que os responsáveis pelos vazamentos seletivos de informações sejam responsabilizados. Carvalho argumenta que uma ala de investigações na PF ainda estaria ligada ao bolsonarismo e buscando intervir no processo eleitoral de 2026. Ele ressalta que as provas reunidas até o momento não comprovariam a participação de Lulinha em esquemas de corrupção ou tráfico de influência junto ao governo federal.

Inquéritos no STF e pedido de encaminhamento

Atualmente, tramitam três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) que investigam a possível atuação da lobista Roberta Luchsinger em conjunto com Lulinha para beneficiar contratos com o Executivo. Em um desses casos, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou o encaminhamento do processo para a 1ª Instância, decisão que cabe ao ministro relator André Mendonça. Em relação a trechos de um relatório da PF divulgados pela revista Veja, a defesa afirmou que ainda não é possível confirmar a veracidade dos documentos, citando a falta de uma “cadeia de custódia” que garanta a integridade das informações vazadas.

Comunicação com o presidente e comparação com governo anterior

Marco Aurélio de Carvalho, que também integra a coordenação da campanha de Lula em São Paulo, informou ao presidente sobre o pedido da PGR para enviar o caso à 1ª Instância. De acordo com o advogado, Lula expressou o desejo por uma investigação justa e independente da PF. Carvalho comparou a situação com a gestão anterior, afirmando que, se um filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fosse investigado durante seu mandato, o inquérito provavelmente seria arquivado. Ele acusou Bolsonaro de ter mudado superintendentes da PF para proteger seus filhos e aliados.

Fonte: www.poder360.com.br

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