Avanço na Internet
O Telegram, conhecido principalmente como um aplicativo de mensagens instantâneas, pode estar prestes a expandir suas funcionalidades e se tornar um forte concorrente de plataformas como o WordPress. O cofundador e CEO da empresa, Pavel Durov, revelou que o Telegram solicitou o domínio de topo “.gram”. Se aprovado, essa iniciativa permitirá que qualquer usuário do aplicativo crie seu próprio site, com a hospedagem sendo realizada diretamente pela plataforma do mensageiro.
Como funcionaria?
A proposta é que cada site criado siga uma estrutura simples, como “nomedosite.gram”. Durov também sugeriu que a inteligência artificial (IA) poderá ser utilizada para auxiliar na criação de novos sites a partir de apenas um comando (prompt). A ideia é simplificar o processo de criação de páginas na web, tornando-o acessível a um público mais amplo, similar à facilidade que o WordPress oferece para blogs e sites institucionais.
Análise e Implicações
O pedido do Telegram está atualmente sob análise da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (ICANN). Ainda não há uma previsão de quando o resultado será divulgado. A aprovação desse domínio de topo traria novas possibilidades para a internet, democratizando a criação de conteúdo online. Atualmente, o Telegram utiliza o link “t.me” para encurtar URLs relacionadas ao aplicativo, mas não detém controle sobre o domínio “.me”. Um incidente recente, onde links do Telegram pararam de funcionar por algumas horas devido a um bloqueio, pode ter sido um dos motivos que impulsionaram o pedido do novo domínio.
Entendendo os Domínios de Topo
Um domínio de topo (TLD) é a parte final de um endereço web, como “.com”, “.org” ou “.br”. Geralmente, domínios mais diretos e “limpos” são pagos, enquanto muitas ferramentas gratuitas de criação de sites utilizam subdomínios associados à marca da empresa. Com o “.gram”, o Telegram ofereceria uma alternativa onde os sites seriam hospedados dentro de sua própria estrutura, utilizando um final mais direto e associado à plataforma.
Fonte: canaltech.com.br

