quarta-feira, maio 6, 2026
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Conclusão de Graduação em Federais: Cotistas Superam Demais Ingressantes, Revela Censo do Inep

Sucesso das Políticas de Acesso ao Ensino Superior

Um levantamento recente do Censo da Educação Superior, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), trouxe à luz um dado significativo sobre o desempenho de estudantes em instituições federais de ensino. Em 2024, 49% dos alunos que ingressaram por meio de políticas de cotas concluíram a graduação, superando os 42% registrados entre os demais estudantes. Este resultado evidencia a eficácia das ações afirmativas na ampliação do acesso e na permanência de grupos historicamente sub-representados no ensino superior.

Expansão e Diversificação do Perfil Estudantil

Entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais através de programas de reserva de vagas. Desse total, 133.078 estudantes foram admitidos em 2024. A maior parte dessas matrículas ocorreu em universidades federais, com 110.196 alunos cotistas, e 22.587 em instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Essas iniciativas têm sido cruciais para aumentar a presença de estudantes de diferentes origens socioeconômicas e raciais nas universidades.

Programas Sociais e o Impacto na Graduação

Programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) têm desempenhado um papel fundamental nesse processo. Desde sua implementação, cerca de 2 milhões de cotistas ingressaram em cursos de graduação por meio desses mecanismos. O Sisu, impulsionado pela Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012), facilitou o ingresso de mais de 790 mil estudantes em universidades públicas. O Prouni, pioneiro nas ações afirmativas, beneficiou mais de 1,1 milhão de autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência desde 2005. Em 2024, o Fies também ampliou seu alcance, garantindo vagas para 29.600 estudantes cotistas.

Atualizações na Lei de Cotas Ampliam Oportunidades

A Lei de Cotas, que se tornou obrigatória para instituições federais, passou por atualizações importantes em 2023. Entre as novidades, destacam-se a criação de cotas específicas para quilombolas e a redução do limite de renda per capita para acesso às cotas econômicas, que passou de 1,5 para 1 salário mínimo. Além disso, a legislação manteve o critério de origem escolar, exigindo que os três anos do ensino médio tenham sido cursados em escola pública. Essa medida busca refletir a diversidade das redes públicas de ensino básico nas universidades. As escolas comunitárias que atuam em educação do campo e são conveniadas com o poder público também foram incluídas nos critérios de origem escolar.

Fonte: www.poder360.com.br

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