Mudança de Paradigma na Sinalização
Uma nova proposta legislativa visa alterar a imagem que representa pessoas idosas em locais de atendimento prioritário. Atualmente, a sinalização comum exibe uma pessoa com bengala, um símbolo que a relatora Maria do Rosário considera “idadista” e que reforça estereótipos de fragilidade. A intenção é substituir essa imagem por uma pessoa em posição ereta, caminhando de forma altiva, acompanhada da inscrição “60+”. Segundo a parlamentar, manter o padrão atual perpetua uma “representação depreciativa da pessoa idosa”, que não condiz com a realidade de um envelhecimento ativo e saudável.
Onde a Nova Sinalização Será Aplicada?
A proposta, caso aprovada e sancionada, impactará diretamente o Estatuto da Pessoa Idosa e a Lei do Atendimento Prioritário. A mudança tornará obrigatório o uso do novo símbolo em toda a sinalização de locais que oferecem atendimento preferencial. Isso abrange desde caixas em estabelecimentos comerciais e filas diversas até vagas de estacionamento e assentos em transportes coletivos. A reserva de 10% dos lugares para pessoas idosas nesses ambientes será mantida.
Combate ao Estereótipo e Promoção da Dignidade
A iniciativa parte do princípio de que a representação visual de um grupo social pode influenciar a percepção coletiva sobre ele. Ao remover a bengala e apresentar uma figura mais dinâmica, busca-se promover uma visão mais positiva e realista do envelhecimento, reconhecendo a diversidade de experiências e capacidades dos idosos na sociedade contemporânea. A mudança é vista como um passo importante no combate ao preconceito etário, ou idadismo, e na promoção da dignidade e autonomia da pessoa idosa.
Próximos Passos no Congresso
O projeto de lei que propõe essa alteração agora pode seguir para análise e votação no Senado. Se aprovado, o novo símbolo se tornará a norma, promovendo uma representação mais atual e respeitosa da população idosa em espaços públicos e privados. A discussão sobre o símbolo reflete um debate mais amplo sobre como a sociedade enxerga e trata seus cidadãos mais velhos, incentivando a construção de um ambiente mais inclusivo e livre de preconceitos.
Fonte: viva.com.br

