quinta-feira, junho 18, 2026
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Brasil Mantém o Maior Juro Real do Mundo Mesmo Após Corte na Selic; Rússia em 2º

Juro Real Brasileiro Lidera Globalmente

O Brasil permanece na liderança mundial em termos de taxa de juros real, mesmo após a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. Um estudo da Lev Intelligence, em parceria com a MoneYou, aponta que, com essa redução, o juro real ex ante do Brasil se estabelece em 9,67% ao ano. A Rússia ocupa a segunda posição, com 9,31%.

Metodologia e Ranking Global

O levantamento considera os juros projetados para os próximos 12 meses, descontados da inflação esperada para o mesmo período. A metodologia utiliza a taxa do Depósito Interbancário (DI) de 1 ano como referência para o Brasil e instrumentos equivalentes em outros países, além das projeções de inflação das autoridades monetárias locais. A Turquia figura em terceiro lugar, com juros reais de 5,57% ao ano, seguida pelo México (5,10%) e África do Sul (3,74%). A média entre os 40 países analisados é de 1,65% ao ano.

Ciclo de Flexibilização e Vantagem Brasileira

A manutenção do Brasil na primeira posição do ranking se deve à distância confortável em relação à Rússia, mesmo com o início do ciclo de flexibilização monetária. O estudo indica que não houve alteração nas posições do ranking em diferentes cenários considerados para a reunião do Copom. Isso ocorreu porque a piora nas perspectivas de inflação em diversas economias reduziu os juros reais em outros países, ampliando a vantagem brasileira.

Impacto Geopolítico e Perspectivas Futuras

O conflito entre Irã e Estados Unidos elevou as projeções globais de inflação para os próximos 12 meses, levando bancos centrais a adotarem uma postura mais conservadora. Apesar disso, a Lev Intelligence avalia que um eventual acordo entre os países pode modificar a dinâmica inflacionária nos próximos meses. Em termos nominais, o Brasil ocupa a quarta posição entre os 40 países pesquisados, com uma taxa de 14,25% ao ano, atrás apenas da Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (14,5%). O ranking foi elaborado pelo economista-chefe da Lev Intelligence e da MoneYou, Jason Vieira, com dados do FMI e dos bancos centrais das economias analisadas.

Fonte: www.poder360.com.br

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