Mercado Reage a Tarifas Americanas
A Bolsa de Valores brasileira (B3) operou na contramão do exterior nesta quarta-feira (15.jul.2026), fechando em queda de 0,36%. O Ibovespa encerrou o pregão aos 176.010,90 pontos, em um dia marcado pelo vencimento de opções e pela notícia de que o governo dos Estados Unidos aplicará uma tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras. Essa medida impactou negativamente o sentimento dos investidores e pressionou a curva de juros.
Wall Street em Alta Ignora Brasil
Enquanto a B3 recuava, as bolsas americanas, como a Wall Street, fecharam em alta. O otimismo nos EUA foi impulsionado pela divulgação de dados de inflação mais fracos do que o esperado. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) registrou uma queda de 0,3% em junho na comparação mensal, sinalizando um possível arrefecimento da inflação e alimentando expectativas de políticas monetárias mais flexíveis.
Dólar Mantém Estabilidade
O dólar comercial apresentou pouca variação, fechando a sessão com uma leve alta de 0,01%, cotado a R$ 5,078. A moeda americana oscilou durante o dia, atingindo uma máxima de R$ 5,088 e uma mínima de R$ 5,058. A estabilidade cambial contrasta com a volatilidade observada na bolsa brasileira, que sentiu o peso das tarifas americanas.
Petróleo em Leve Alta com Tensão Geopolítica
No mercado de commodities, os preços do petróleo registraram uma leve alta. O barril de Brent encerrou o dia em US$ 84,95, um aumento de 0,26%. A valorização foi influenciada pela retomada do bloqueio aos portos iranianos e pela desistência dos Estados Unidos em cobrar pedágio no Estreito de Ormuz, indicando um cenário de tensão geopolítica que afeta o abastecimento mundial de petróleo.
Fonte: www.poder360.com.br

