quarta-feira, maio 6, 2026
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Banco da Amazônia mira diversificação e quer 1 milhão de clientes com novo superapp

Nova estratégia para 2026

O Banco da Amazônia, sob controle do governo federal, anunciou um plano ambicioso para 2026 com o objetivo de diversificar suas fontes de receita. Atualmente, 85% da receita da instituição provém da carteira de crédito. A meta é que, em até dois anos, esse percentual caia para 55%, abrindo espaço para um crescimento significativo nos segmentos de seguros, capitalização, adquirência e cartões de crédito. O plano visa ampliar o faturamento total sem diminuir o volume de negócios na área de crédito, que é o core business do banco.

Seguros como novo pilar de receita

Uma das principais apostas do banco é a área de seguros. Atualmente, este segmento representa apenas 5% da receita, mas o CEO Luiz Lessa projeta que ele possa alcançar 20% nos próximos anos. A estratégia não é competir diretamente com os grandes bancos do mercado, mas sim explorar a base de clientes existente. O banco já oferece seguros de vida, empresarial, para funcionários e de prestamista, e planeja expandir essa oferta, aproveitando a relação com os empreendedores, seus funcionários e fornecedores.

Superapp para impulsionar a base de clientes

Para acelerar a conquista de novos clientes, o Banco da Amazônia lançará um superapp no primeiro semestre. Essa nova plataforma digital permitirá a abertura de contas de forma totalmente online, algo que antes só era possível em agências físicas. A expectativa é atrair um milhão de novos clientes nos primeiros 12 meses de operação, praticamente dobrando o volume de novos correntistas. O aplicativo visa expandir a atuação do banco para todo o Brasil, tornando-o mais nacional. O investimento na transformação digital para viabilizar essa iniciativa foi de cerca de R$ 800 milhões.

Resultados de 2025 e perspectivas futuras

Apesar do plano de expansão, o Banco da Amazônia registrou um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão em 2025, uma queda de 2,4% em relação ao ano anterior. Segundo o CEO, essa redução está ligada ao aumento da inadimplência, que atingiu 4,7%, e a mudanças na legislação de provisionamento de crédito. No entanto, o patrimônio líquido do banco cresceu 9,7%, alcançando R$ 7,2 bilhões. Programas de fomento como o Pronaf e o microcrédito apresentaram crescimento expressivo em 2025. As ações do banco na B3 acumulam valorização de 9,65% em 2026, com um valor de mercado de R$ 4,8 bilhões.

Fonte: neofeed.com.br

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