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A.C.Camargo e Adium Firmam Acordo Inovador de Compartilhamento de Risco para Imunoterapia Contra Câncer de Pulmão

A.C.Camargo e Adium Firmam Acordo Inovador de Compartilhamento de Risco para Imunoterapia Contra Câncer de Pulmão

Parceria inédita visa democratizar o acesso ao tratamento de R$ 45 mil para câncer de pulmão metastático, aliviando custos para planos de saúde e pacientes.

O A.C.Camargo Cancer Center, referência em oncologia no Brasil, anunciou um novo e significativo acordo de compartilhamento de risco (ACR) com a farmacêutica Adium. Esta colaboração pioneira tem como objetivo principal ampliar o acesso a tratamentos de alta complexidade, especificamente a imunoterapia Libtayo (cemiplimabe), utilizada no combate ao câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) em estágio metastático. A iniciativa busca, ao mesmo tempo, gerar economia para os planos de saúde e garantir que mais pacientes possam receber terapias inovadoras.

Um Novo Modelo para o Acesso à Saúde

O acordo com a Adium, que distribui o Libtayo no Brasil em parceria com a Regeneron, representa um marco para ambas as instituições. Aline Chibana, gerente do escritório de Valor do A.C.Camargo, destaca a inovação do modelo: “É um modelo tão inovador que é difícil a aprovação interna em algumas farmacêuticas, mas estamos vendo uma movimentação e abertura do escritório global para escutar, por conta dos acordos que estamos fechando ao longo do tempo”. O A.C.Camargo tem se consolidado como um parceiro estratégico da saúde suplementar, estabelecendo acordos similares com outras grandes empresas como Roche, AbbVie, Johnson & Johnson e Pfizer, demonstrando um compromisso contínuo com a busca por soluções financeiramente sustentáveis e eficazes.

Compartilhamento de Risco: Como Funciona na Prática

No novo modelo de compartilhamento de risco, pacientes selecionados para o tratamento com o Libtayo serão submetidos a avaliações periódicas, com base na escala de desempenho ECOG, para monitorar a resposta ao tratamento. Caso haja falhas terapêuticas, o número de ciclos de tratamento que não apresentaram resultados positivos será reembolsado em 50%. O medicamento possui um Preço Fábrica (PF) de aproximadamente R$ 45 mil, conforme definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Hélio Segouras, gerente geral da Adium, ressalta a importância do acordo: “Este é o primeiro acordo de compartilhamento de risco da Adium no Brasil e na América Latina, representando um marco importante para a companhia. Ao mesmo tempo, ele deve ser entendido como um ponto de partida.”

Resultados e Expectativas Futuras

Os acordos de compartilhamento de risco já implementados pelo A.C.Camargo têm demonstrado resultados positivos. Até abril, foram registradas três falhas em tratamentos sob este modelo, gerando uma economia de R$ 500 mil para as operadoras de planos de saúde. A expectativa é que o tratamento em questão beneficie cerca de 25 pacientes por ano, com projeções de aumento na sobrevida em até dois anos. Segouras enfatiza a relevância da parceria para o cenário oncológico: “O acordo com o A.C.Camargo Cancer Center é relevante porque avança de forma concreta na discussão sobre como garantir acesso responsável a terapias inovadoras em oncologia, especialmente em um cenário como o câncer de pulmão, que combina alta incidência, impacto clínico significativo e tratamentos de alto custo”.

Transparência e Organização de Dados como Pilares

Tanto o A.C.Camargo quanto a Adium concordam que o sucesso e a escalabilidade do modelo de compartilhamento de risco dependem da maturidade de dados, tecnologia e integração entre as áreas envolvidas. Aline Chibana reitera a importância da transparência: “As farmacêuticas já entenderam o modelo. Agora, os prestadores precisam se organizar com dados para poder mostrar os seus resultados. Esse foi o pilar do nosso acordo, a transparência total de dados. Apresentamos e mostramos que a sobrevida no nosso hospital, baseado em dados de vida real, é comumente melhor que os estudos pivotais.” O A.C.Camargo também explora a possibilidade de acordos tripartites, envolvendo diretamente as operadoras de planos de saúde na definição de critérios e reembolsos, visando otimizar ainda mais o acesso a tratamentos inovadores.

Fonte: futurodasaude.com.br

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