Novo indiciamento da PF contra executivos da Previdência Social
A Polícia Federal (PF) indiciou novamente o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, e outras cinco pessoas por crimes de inserção de dados falsos em sistemas de informação e organização criminosa. A investigação aponta para possíveis fraudes em descontos associativos vinculados à Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag).
O relatório com as conclusões do inquérito foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os indiciados estão também o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, e o ex-diretor de Benefícios do órgão, André Paulo Félix Fidelis.
Esquema de fraudes em aposentadorias e pensões
De acordo com as investigações, o esquema consistia em realizar descontos mensais nas aposentadorias e pensões pagas pelo INSS. Os beneficiários eram cobrados como se tivessem aderido a associações de aposentados, mesmo sem nunca terem se filiado ou autorizado tais débitos. A apuração teve início em 2023 na Controladoria Geral da União (CGU) e, em 2024, após a identificação de indícios de crimes, a PF foi acionada.
Segundo indiciamento no caso
Este é o segundo indiciamento realizado pela PF contra executivos da Previdência Social relacionados a fraudes em descontos de aposentados e pensionistas. Em julho, 48 pessoas já haviam sido indiciadas em uma primeira fase da operação “Sem Desconto”, que teve como alvo a Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).
Naquela ocasião, Stefanutto, Oliveira Filho e Fidelis foram indiciados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, também foi indiciado pelos mesmos crimes. Os quatro estão presos preventivamente desde o ano passado.
Próximos passos da investigação
As conclusões do inquérito serão encaminhadas à Procuradoria Geral da República (PGR). Caberá ao órgão decidir se apresentará denúncia, pedirá o arquivamento do caso ou solicitará novas diligências para aprofundar a investigação.
A defesa de Stefanutto não comentou o caso. O Poder360 buscou contato com os demais investigados, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Fonte: www.poder360.com.br

