Nova Gestão e Estratégia de Execução
A Loggi anunciou uma mudança em sua liderança, nomeando Rafael Szarf como novo presidente. Ex-COO do Zé Delivery, Szarf chega com a missão de aprimorar as operações e garantir a sustentabilidade financeira da empresa. A decisão marca uma nova fase para a Loggi, que, segundo o chairman Marcel Arins, está saindo da fase de testes para focar na execução e consolidação de sua posição no mercado de ‘last mile’. A meta é clara: dobrar a participação de mercado atual, que é de 10%, nos próximos dois anos.
Foco em Eficiência e Investimento em Tecnologia
Com o objetivo de atingir o breakeven já no segundo semestre de 2026, a Loggi planeja investir R$ 100 milhões em tecnologia e pesquisa. O foco principal será a melhoria da eficiência operacional e da experiência do cliente, desde o processamento dos pacotes até a entrega final. A empresa, que já captou mais de US$ 500 milhões com investidores como Softbank e CapSur Capital, busca otimizar sua jornada logística, aprimorando o fluxo de informações, o processo de sortimento e a roteirização para entregadores. A venda de ativos, como operações em São Paulo e Rio para o Mercado Livre, também faz parte da estratégia de reestruturação.
Viviane Sales no Advisory Board
A transição de liderança foi planejada em conjunto com Viviane Sales, que deixa o cargo de presidente, mas permanece na empresa como membro do advisory board. Marcel Arins destacou que Sales teve um papel fundamental na chegada de Szarf e que a decisão não foi abrupta, mas sim parte de um planejamento estratégico de longo prazo para a companhia. A reestruturação visa desmembrar as funções de CEO, com Szarf focado na operação e Arins cuidando de áreas como jurídico, novos negócios e finanças, indicando uma maior proximidade do conselho e dos investidores com o dia a dia da empresa.
Perspectivas Financeiras e de Mercado
Com um faturamento anual estimado em R$ 1,5 bilhão, a Loggi projeta gerar caixa operacional e alcançar o ponto de equilíbrio financeiro em breve, o que poderá reduzir a necessidade de novas captações. Apesar do foco em crescimento e sustentabilidade, a empresa não prevê a distribuição de dividendos nos próximos dois anos. O investimento contínuo em P&D, que já gira em torno de R$ 60 milhões anuais, será direcionado para tecnologias de ‘last mile’ e sortimento, com uma expectativa de retorno mais concreto desta vez.
Fonte: neofeed.com.br

