quarta-feira, julho 29, 2026
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Dona do Habib’s busca fôlego na Justiça contra dívida milionária de R$ 312 milhões

Grupo Gennius Brasil entra com ação judicial para proteger empresas ligadas às marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill.

O Grupo Gennius Brasil, controlador das redes de fast-food Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, acionou a Justiça em busca de proteção contra a cobrança de uma dívida que totaliza R$ 312,4 milhões. A iniciativa abrange 174 empresas do conglomerado, incluindo suas controladoras, cozinhas centrais e lojas próprias. A informação foi inicialmente divulgada pelo NeoFeed e confirmada por outras fontes.

Decisão judicial concede proteção parcial e suspende cobranças por 60 dias.

O juiz Jomar Juarez Amorim, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, aceitou parcialmente o pedido do grupo. A decisão suspende por 60 dias as cobranças de dívidas que podem ser incluídas em uma futura recuperação judicial. Além disso, o magistrado proibiu fornecedores de interromperem o fornecimento de insumos e serviços essenciais devido a débitos antigos, desde que as novas compras sejam realizadas à vista.

Objetivo é negociar passivos financeiros e manter operações normais.

Em comunicado oficial, o Grupo Gennius Brasil declarou que o principal objetivo da ação é viabilizar a negociação dos passivos financeiros acumulados “durante o período desafiador dos últimos anos”. O grupo assegura que todas as suas lojas permanecem em pleno funcionamento, mantendo o padrão de qualidade e atendimento aos clientes. A crise financeira foi atribuída pelo grupo aos impactos da pandemia de covid-19 no varejo entre 2020 e 2022, às mudanças nos hábitos de consumo impulsionadas pelas plataformas de entrega e ao cenário macroeconômico adverso, com alta de juros e custo de capital. Do montante total da dívida, mais de R$ 300 milhões são compromissos com instituições bancárias.

Medida cautelar visa dar tempo para acordos antes de possível recuperação judicial.

Antes de recorrer à Justiça, o grupo já havia iniciado um processo de mediação no Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) de Santo Amaro, em São Paulo, para renegociar os débitos. A liminar concedida pela Justiça oferece um prazo para que a companhia busque acordos com seus credores sem o risco de execuções individuais de bens. Caso as negociações não sejam bem-sucedidas, o grupo poderá, então, solicitar a recuperação judicial. Recentemente, a empresa fechou algumas de suas unidades em cidades como São Paulo, São José do Rio Preto, Limeira e Passos (MG).

Fonte: www.poder360.com.br

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