terça-feira, julho 28, 2026
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Ministro dos Transportes: Conectar Ferrovias é Crucial para Reduzir Custo Logístico Brasileiro e Competir Globalmente

Desafio Logístico Nacional e a Necessidade de Integração Ferroviária

O Brasil enfrenta um gargalo logístico significativo, com custos que representam cerca de 15% do PIB, em grande parte devido à predominância do modal rodoviário, responsável por 60% do transporte de cargas. O Ministro dos Transportes, George Santoro, destacou em entrevista ao NeoFeed a urgência em conectar as malhas ferroviárias do país, muitas das quais estão subutilizadas ou abandonadas – aproximadamente 25 mil km de uma malha total de 35 mil km. A meta é reduzir a dependência do transporte rodoviário, que é mais caro, e integrar os diferentes modais para otimizar o fluxo de mercadorias.

Estratégias do Governo para Revitalizar o Setor Ferroviário

A gestão atual tem focado em diversas frentes para reverter o quadro. O governo tem impulsionado a política de concessões e o modelo de autorizações ferroviárias, permitindo que empresas explorem trechos sem a necessidade de concessões tradicionais. Além disso, um plano robusto de ferrovias greenfield (novas construções) está em desenvolvimento. Projetos como o Arco Ferroviário do Sudeste e a Ferrovia Transnordestina são vistos como peças-chave para essa integração. Santoro também mencionou a necessidade de corrigir a verticalização da estrutura ferroviária, onde cada concessionário opera de forma isolada, buscando um modelo de open access para garantir o direito de passagem e maior diversidade de cargas.

Projetos Estratégicos e a Busca por Investimento

Entre os projetos prioritários para a conexão de malhas, o ministro citou o Arco Ferroviário do Sudeste, que visa conectar importantes centros e portos. A Ferrovia Transnordestina, descrita como a maior obra ferroviária do país, está em fase avançada de construção. O governo também planeja um novo trecho greenfield para ligar Eliseu Martins (PI) à Ferrovia Norte-Sul, fortalecendo a malha nordestina. No entanto, Santoro reconheceu gargalos na reconstrução de malhas existentes, como a Malha Oeste, e na conclusão de projetos como a Ferrogrão, que enfrenta divergências sobre custos de estruturação. O ministro enfatizou a necessidade de participação governamental, seja por subsídios ou aportes, para viabilizar projetos ferroviários de longo prazo, diferentemente das rodovias.

Modernização de Contratos e Atratividade para Investidores

A estratégia do Ministério dos Transportes envolveu o restabelecimento de investimentos públicos via DNIT, triplicando o orçamento anual, e o lançamento de um ambicioso plano de concessões rodoviárias e ferroviárias. A modernização de contratos de concessão antigos, visando resolver desequilíbrios e garantir investimentos com menor impacto nas tarifas, também tem sido uma prioridade. Essas ações, segundo Santoro, posicionaram o Brasil com uma das maiores carteiras de concessões do mundo, atraindo novamente o interesse de investidores estrangeiros. O ministro também celebrou o avanço do free flow (pedágio eletrônico) e a futura concessão de hidrovias como inovações que buscam otimizar a infraestrutura logística do país.

Fonte: neofeed.com.br

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