quarta-feira, julho 29, 2026
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Tulha, o queijo caipira que conquistou a alta gastronomia – NeoFeed

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"title": "Tulha: O Queijo Caipira que Desbancou o Italiano e Conquistou Chefs e Gourmets em São Paulo e no Mundo",
"subtitle": "De um antigo porão de café em Amparo, o queijo artesanal brasileiro se tornou estrela em restaurantes renomados e conquista paladares internacionais.",
"content_html": "<h3>O Surpreendente Caminho do Queijo Tulha</h3>n<p>Em um cenário gastronômico paulistano cada vez mais exigente, um nome tem se destacado nos cardápios de restaurantes de alta gastronomia: o queijo Tulha. Presente em criações de chefs renomados como Alex Atala (D.O.M.), Paola Carosella (Maní), e do chef do Mocotó, o Tulha, com seu sotaque caipira do interior paulista, se tornou um ingrediente cobiçado, rivalizando em prestígio com o tradicional Parmigiano Reggiano.</p>nn<h3>A Origem Inusitada em Amparo</h3>n<p>A história do Tulha começa na Fazenda Atalaia, em Amparo (SP), onde Paulo e Rosana Rezende herdaram terras com planos de se tornarem cafeicultores. Diante da inviabilidade financeira do projeto cafeeiro, o casal buscou alternativas para complementar a renda. Foi Rosana quem iniciou a produção de queijos frescos em casa, utilizando o leite das poucas vacas da fazenda. Inicialmente, o produto era de baixo valor agregado, competindo no mercado como um commodity.</p>nn<h3>A Inovação nas Antigas Tulhas de Café</h3>n<p>A virada de chave veio com a percepção de que a maturação seria a chave para agregar valor e distinção ao queijo. Sem recursos para construir uma nova estrutura, Paulo e Rosana tiveram a ideia de utilizar as antigas tulhas de café da fazenda para maturar seus queijos. Esses espaços, com grossas paredes de barro, mantinham a temperatura e umidade ideais (cerca de 75% de umidade), criando um microclima único, enriquecido por microrganismos presentes no local há décadas. Após muitos testes, o resultado foi um queijo de cor amarelo escura, textura quebradiça e microcristais perceptíveis ao morder, lembrando o Grana Padano italiano.</p>nn<h3>Do Reconhecimento Local à Conquista Internacional</h3>n<p>O lançamento oficial do Tulha em 2015 não foi imediatamente bem recebido pelo mercado, acostumado a queijos frescos. Paulo e Rosana, então, direcionaram seus esforços para lojas especializadas e chefs de cozinha. O contato com o chef Alex Atala, que rapidamente incluiu o Tulha em seu menu, foi um marco. O reconhecimento internacional veio em 2016, com a conquista de uma medalha de ouro no World Cheese Awards, um dos mais prestigiados concursos de queijo do mundo. Este prêmio impulsionou o queijo caipira para um novo patamar.</p>nn<h3>Negócios Rurais e o Encanto do Turismo</h3>n<p>Apesar do sucesso, Paulo e Rosana mantêm um perfil discreto e "raiz", focados na produção e no relacionamento com clientes. A Fazenda Atalaia se tornou um polo de turismo rural, atraindo centenas de visitantes aos finais de semana para almoços e cafés da manhã com produtos caseiros, além de visitas guiadas com degustação. A queijaria consome 17 mil litros de leite semanalmente, com planos de atingir a autossuficiência até 2028. O portfólio da fazenda vai além do Tulha, incluindo outros queijos frescos e maturados, além de derivados lácteos. A empresa já conta com frota própria refrigerada para atender clientes de peso em São Paulo e duas lojas próprias com restaurantes em Amparo. O turismo rural representa 35% do faturamento da fazenda, que emprega 90 funcionários e passa por um constante processo de restauro.</p>nn<h3>O Futuro Internacional do Tulha</h3>n<p>O queijo Tulha já viaja pelo mundo nas malas de chefs e apreciadores. Recentemente, a gerente de produção da Atalaia apresentou os queijos a representantes de companhias aéreas internacionais. Embora a exportação oficial ainda dependa de adequações de selos de inspeção, a internacionalização é um plano concreto. Paulo Rezende sonha em ver o Tulha em lojas conceituadas em Paris e Nova York, mesmo sabendo que o volume de produção não será para encher contêineres, mas sim para levar a qualidade e o sabor brasileiro a mercados seletos.</p>"
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Fonte: neofeed.com.br

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