Ataque a depósito nuclear e escalada de bombardeios marcam o conflito
A Ucrânia relatou um ataque com drone que atingiu um centro de armazenamento de combustível nuclear na região de Kiev, a cerca de 15 quilômetros da usina nuclear de Chernobyl. O incidente, que provocou um incêndio rapidamente extinto, manteve os níveis de radiação dentro da normalidade, segundo as autoridades ucranianas. O presidente Volodymyr Zelensky classificou o ataque como deliberado por parte da Rússia, que, segundo ele, intensificou suas ações com 88 mísseis, mais de 3.250 drones e cerca de 1.800 bombas aéreas guiadas contra a Ucrânia na última semana.
Preocupação internacional e resposta russa
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, expressou profunda preocupação com o ataque à instalação nuclear, dada a quantidade de material armazenado, e anunciou que a agência planeja visitar o local em breve. Em resposta, a Rússia também sofreu um ataque ucraniano na região de Kursk, que resultou na morte de um homem e ferimentos em uma mulher, conforme informado pelo governador local. Esses ataques russos ocorreram após uma ofensiva ucraniana com drones em larga escala contra São Petersburgo, demonstrando a crescente capacidade de Kiev de atingir alvos em território russo.
Guerra sem fim à vista e rejeição a negociações diretas
Com a linha de frente praticamente estagnada e o uso intensivo de drones, ambos os lados buscam vantagem através de ataques de longo alcance. A guerra, que se aproxima de seu quinto ano após a invasão russa, segue sem perspectivas claras de término. Em um desenvolvimento recente, o presidente russo Vladimir Putin rejeitou uma oferta de Zelensky para uma reunião, afirmando não ver “nenhum sentido” em um encontro neste momento, o que dificulta ainda mais os caminhos para uma solução diplomática.
Zelensky clama por envolvimento europeu
Diante da escalada da violência e da falta de progresso nas negociações, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky tem reiterado a necessidade de uma participação mais ativa da Europa no processo de negociação para alcançar um fim para o conflito. A exigência de Zelensky reflete a busca por um quadro internacional mais robusto que possa mediar um acordo de paz duradouro, enquanto a Ucrânia continua a defender seu território e a buscar apoio de seus aliados ocidentais.
Fonte: viva.com.br

