Institutos da USP Repudiam Ocupação da Reitoria e Defendem Diálogo Institucional
Diversos institutos e faculdades da Universidade de São Paulo (USP) emitiram notas públicas criticando a ocupação da reitoria por estudantes em greve, iniciada na tarde de quinta-feira, 7 de maio de 2026. As manifestações acadêmicas condenam a invasão do prédio da administração central e os danos ao patrimônio, defendendo que divergências sejam resolvidas por meio do debate institucional. Instituições como a Faculdade de Medicina (FM), a Faculdade de Direito (FD), a Escola de Comunicações e Artes (ECA), a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), a Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) e a Escola Politécnica (EP) apresentaram posicionamentos variados, mas com um ponto em comum: a desaprovação da forma como a manifestação ocorreu.
Ocupação da Reitoria: Estudantes Cobram Retomada de Negociações e Melhorias
A ocupação, que envolveu cerca de 400 estudantes, teve início durante um protesto ligado à greve das universidades estaduais paulistas. Os alunos invadiram o prédio da reitoria após um tumulto, pulando o portão e derrubando portas de vidro. A ação foi motivada, segundo os estudantes, pelo encerramento das negociações pela reitoria sobre as pautas estudantis, especialmente o reajuste das bolsas do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe). O Diretório Central dos Estudantes (DCE) considera o aumento proposto insuficiente e busca pressionar pela retomada do diálogo.
Contexto da Greve e Reivindicações Amplas nas Universidades Estaduais
A mobilização estudantil se estende pelas três universidades estaduais paulistas – USP, Unesp e Unicamp – com pautas focadas na permanência estudantil, moradia, alimentação e infraestrutura. Na USP, a greve, que começou em 14 de abril, já afeta mais de 100 cursos, com demandas por melhorias nos Restaurantes Universitários e no Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (CRUSP). Na Unicamp, discute-se indicativo de greve com o lema “expansão sem precarização”, criticando a criação de novos cursos sem o devido investimento em infraestrutura e pessoal. Já na Unesp, as reivindicações incluem falta de professores, atrasos em reformas e insuficiência de auxílios de permanência.
Tensão e Presença Policial Marcam Ocupação na USP
A Polícia Militar acompanhou a movimentação na reitoria da USP sem confrontos iniciais. No entanto, na manhã seguinte, sexta-feira, 8 de maio, a PM cercou o prédio ocupado e bloqueou acessos à rua da reitoria. Estudantes relataram o corte de água e energia elétrica no local. A ocupação surge em um momento de forte mobilização estudantil nas universidades estaduais, evidenciando um conflito crescente entre as demandas dos alunos por melhores condições de permanência e as respostas das administrações universitárias.
Fonte: www.poder360.com.br

