Denúncia Revela Assédio e Intimidação
Um tenente-coronel da Polícia Militar, já detido sob acusação de feminicídio, enfrenta novas e graves denúncias de assédio sexual e ameaça contra uma subordinada. Conforme apurado, o oficial teria iniciado contatos insistentes com a soldado, inicialmente demonstrando interesse em sua vida pessoal e elogiando sua postura profissional. Essas abordagens, no entanto, evoluíram para convites e mensagens com conotação sexual explícita, descritas em detalhes na notícia-crime.
Estratégias de Persuasão e Insistência
A soldado relatou que o tenente-coronel utilizava diversas táticas para se aproximar, incluindo o contato com colegas próximas a ela para transmitir recados e tentar convencê-la sobre suas supostas intenções. Chegou a elogiar sua educação e fardamento, mas a soldado, percebendo as “segundas intenções”, buscava evitar contatos diretos e sempre se fazia acompanhar por outras pessoas em encontros no batalhão. A insistência do oficial era constante, com ligações e mensagens frequentes, mesmo diante da falta de resposta.
Mensagens Explícitas e Visitas Pessoais
A partir de agosto de 2025, as mensagens teriam se tornado mais diretas, com o oficial expressando o desejo de tê-la para si em um relacionamento “em off” e declarando vontade de beijá-la. Em pelo menos duas ocasiões, o tenente-coronel teria comparecido ao endereço da soldado, uma delas levando um buquê de flores. A militar chegou a comunicar explicitamente que não teria interesse em qualquer relacionamento amoroso, pedindo respeito e solicitando que ele focasse em seu casamento.
Associação Indevida e Denúncia Após Prisão
O caso ganhou contornos ainda mais delicados ao se descobrir que a vítima de feminicídio, esposa do tenente-coronel, chegou a enviar uma mensagem à soldado assediada sobre uma suposta denúncia de envolvimento com seu marido. Após a morte da esposa, o oficial tentou contato com a subordinada para esclarecer a situação. A soldado, sentindo seu nome associado indevidamente como amante do oficial devido ao seu comportamento, pediu que ele a deixasse em paz. A decisão de formalizar a denúncia, por meio de seu advogado, só ocorreu após a prisão do tenente-coronel pelo feminicídio, quando a militar sentiu segurança para expor os fatos.
Fonte: viva.com.br

