Impacto Desproporcional em Pequenos Restaurantes
Uma pesquisa recente aponta que as taxas cobradas pelas empresas de vale-refeição estão extrapolando os tetos esperados, com um impacto particularmente severo sobre os pequenos estabelecimentos comerciais. De acordo com o estudo, restaurantes com faturamento mensal de até R$ 30 mil, que compõem 63% da amostra investigada, viram a taxa média do vale-refeição saltar de 4,79% para 6,44%. Este crescimento é significativamente superior à média geral observada.
Apesar das recentes modernizações do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), a percepção entre os empresários é de pouca ou nenhuma mudança nas cobranças. Cerca de 58% dos entrevistados afirmam não ter notado alterações nas taxas, enquanto 27% relatam um aumento nesses custos. A pesquisa ouviu 360 responsáveis por restaurantes em seis capitais brasileiras entre 19 de junho e 6 de julho de 2026, com margem de erro de 5 pontos percentuais.
São Paulo Lidera com as Maiores Taxas
Analisando as regiões, São Paulo se destaca com a maior taxa média descontada sobre as operações de vale-refeição, atingindo 8,62%. O levantamento reforça que o ticket continua sendo o meio de pagamento mais oneroso para os estabelecimentos. Em comparação, o Pix apresenta a taxa mais econômica (1,06%), seguido pelo débito (1,77%) e crédito (3,62%). O vale-refeição/alimentação, com uma média de 6,18%, consolida-se como a modalidade de pagamento com o maior custo para os restaurantes.
Cobranças Coordenadas e Cobrança por Cumprimento das Regras
A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) vê os resultados como um reforço para a necessidade de consolidar a modernização do PAT. Fernando Blower, presidente-executivo da ANR, expressou a importância de manter a pauta em evidência, especialmente em um ano eleitoral e de fim de mandato governamental. Ele avalia que a postura de desrespeito às regras pelas operadoras parece ser um “movimento muito coordenado”, e não um caso isolado.
A entidade segue cobrando do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) o cumprimento das regulamentações vigentes. Blower enfatizou que a principal missão do governo neste momento é garantir que a questão não seja deixada em segundo plano, buscando um ambiente mais equitativo para todos os envolvidos no setor de alimentação.
Fonte: viva.com.br

