Servidores da USP encerram paralisação de nove dias
Os servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP) decidiram, na tarde desta quinta-feira (24/04/2026), suspender a greve que se estendia por nove dias. A decisão foi tomada após o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) aceitar as propostas apresentadas pela reitoria e firmar um acordo para o fim dos protestos. A principal demanda que motivou a paralisação era a instituição de um programa de gratificação mensal para os servidores, equiparando-os à gratificação já paga aos docentes, o que não ocorria anteriormente.
Alunos de Direito da USP entram em greve em seguida
Poucas horas após o encerramento da greve dos servidores, os alunos da Faculdade de Direito da USP, localizada no centro de São Paulo, iniciaram sua própria paralisação. A decisão foi tomada em assembleia pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, com uma expressiva maioria de 902 votos a favor da greve contra 459 contrários. O movimento estudantil busca melhorias significativas na infraestrutura da unidade.
Reivindicações dos estudantes de Direito
As pautas levantadas pelos estudantes de Direito incluem a melhoria do refeitório e da estrutura física do prédio da São Francisco, que, segundo reportagem anterior, apresenta problemas como carteiras quebradas, goteiras, fiação exposta, mofo e buracos em salas de aula e até no salão nobre. Além disso, os alunos pleiteiam o aumento do valor do benefício de apoio à permanência estudantil para um salário mínimo paulista (R$ 1.804), aprimoramento na implementação das ações afirmativas e a oferta de mais bolsas de ensino, pesquisa e extensão.
Diálogo e impacto da greve estudantil
A diretoria da Faculdade de Direito, representada pela professora Ana Elisa Liberatore Bechara, afirmou em nota que a gestão mantém um “postura de permanente diálogo e mobilização” para encontrar soluções rápidas, com “escuta ativa dos estudantes, sempre com respeito mútuo e responsabilidade institucional”. Foi acordado que os alunos garantirão o acesso à universidade e não utilizarão o mobiliário das salas como forma de bloqueio. A greve não afetará as aulas de pós-graduação, atividades de extensão, bancas de defesa de trabalhos, consultas à biblioteca e eventos já agendados.
Fonte: viva.com.br

