Menos Chuvas, Mais Custos
Os consumidores de energia elétrica no Brasil já sentem os efeitos da mudança climática nas suas contas. A partir de maio, a bandeira tarifária amarela será acionada, significando um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a decisão se deve à queda no volume de chuvas na região dos reservatórios, um cenário já previsto pelas projeções.
Entenda o Impacto das Termelétricas
A Aneel explica que a redução das chuvas marca a transição do período úmido para o seco, impactando diretamente a geração hidrelétrica. Com menos água nos reservatórios, o sistema elétrico recorre às usinas termelétricas, que possuem um custo de operação significativamente mais alto. Essa diferença é repassada ao consumidor na forma de bandeiras tarifárias.
Perspectiva de Bandeiras Mais Caras
Após um período de bandeira verde de janeiro a abril, com condições favoráveis para a geração de energia, a expectativa é de que as bandeiras tarifárias se tornem mais onerosas ao longo do ano. A possibilidade de um fenômeno El Niño mais intenso no segundo semestre, com potencial para aumentar as temperaturas e diminuir as chuvas em regiões como o Norte e Nordeste, reforça essa projeção.
Fatores Adicionais e Ações Preventivas
Além do risco hidrológico (GSF), que é o gatilho principal para o acionamento das bandeiras mais caras, o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) também contribui para a elevação dos custos. Em janeiro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) já havia anunciado medidas preventivas para garantir o abastecimento de energia em 2026, diante dos alertas sobre os níveis dos reservatórios das hidrelétricas.
Fonte: viva.com.br

