A Revolut, fintech europeia que ostenta o título de startup mais valiosa do continente, está traçando um caminho ambicioso rumo a um valor de mercado de até US$ 200 bilhões. Com a recente conquista da licença bancária no Reino Unido, após uma espera de quatro anos, a empresa, fundada em 2015, já direciona seus esforços para a oferta pública inicial (IPO), prevista para começar em 2028.
Nik Storonsky, CEO da Revolut, enfatiza a importância estratégica da abertura de capital: “Somos um banco e, para um banco, é extremamente importante ter confiança. Empresas de capital aberto inspiram mais confiança do que empresas de capital fechado”, declarou. Essa movimentação pode significar um salto expressivo no patrimônio do fundador, com a possibilidade de sua participação na empresa crescer dos atuais 25% para até 40% caso a meta de US$ 200 bilhões seja atingida.
Oferta Secundária e Nova Rodada de Financiamento Impulsionam Valorização
Enquanto o IPO ainda está no horizonte, a Revolut prepara uma oferta secundária de ações. Essa operação permitirá que investidores atuais, como as gestoras de venture capital Balderton Capital e Index Ventures, realizem a venda de parte de suas participações, que já se valorizaram consideravelmente. Fontes indicam que essa oferta secundária, prevista para o segundo semestre de 2026, já poderá avaliar a empresa em mais de US$ 100 bilhões. A última rodada de investimentos, em novembro de 2025, já havia elevado a avaliação da fintech para US$ 75 bilhões, atraindo nomes como a gigante de chips Nvidia, um salto significativo em relação aos US$ 45 bilhões de 2024.
Resultados Financeiros Robustos e Expansão Global como Pilares Estratégicos
A trajetória de crescimento da Revolut tem sido marcada por resultados financeiros impressionantes. No último ano, a empresa registrou um lucro de £1,7 bilhão, um aumento de 57%, e uma receita de £4,5 bilhões. Esse desempenho foi impulsionado, em grande parte, por um crescimento de 67% nas receitas provenientes de usuários que optaram pelos serviços premium da plataforma. A obtenção da licença bancária no Reino Unido é vista como um divisor de águas, permitindo que a Revolut receba depósitos diretamente e, crucialmente, ofereça empréstimos, um segmento chave para competir em mercados lucrativos dominados por bancos tradicionais.
Olho nos Estados Unidos e Ampliação da Base de Clientes
A ambição da Revolut transcende as fronteiras europeias. A empresa busca expandir sua base global de clientes de varejo para 100 milhões até meados de 2027, partindo dos atuais 70 milhões. Recentemente, a fintech solicitou uma licença bancária nos Estados Unidos, seguindo os passos de outras instituições europeias como Nubank, OakNorth e Bunq. Para sustentar essa expansão, a Revolut destinou US$ 500 milhões para as operações nos EUA, como parte de um orçamento global de expansão de US$ 13 bilhões para os próximos cinco anos. A empresa já atua no Brasil e expandiu suas operações bancárias para o México, estando em fase final de licenciamento na Colômbia.
Fonte: neofeed.com.br

