quarta-feira, maio 6, 2026
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Preconceito na Terceira Idade: Racismo e LGBTfobia Afetam Negras e LGBTQIAPN+ Idosos no Brasil

Racismo Estrutural Exclui Cuidadoras Negras

A exclusão de cuidadoras negras no mercado de trabalho doméstico e de cuidados foi um dos pontos centrais da palestra “Vulnerabilidades e as Diferentes Velhices”, durante o 14º Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia (GERP.26). A assistente social e gerontóloga Marília Berzins destacou o impacto do racismo estrutural, citando anúncios de emprego que explicitamente rejeitam candidatas negras e gordas, e a proibição do uso de banheiros por parte dos empregadores, práticas que remetem à herança escravagista.

O painel desconstruiu a ideia de uma velhice homogênea, evidenciando as falhas estruturais no acolhimento de grupos minorizados. Berzins também ressaltou a desigualdade no campo da geriatria e gerontologia, onde a medicina, com cerca de 75% de profissionais brancos contra apenas 2,8% de pretos, reflete a disparidade acadêmica. Essa falta de representatividade e letramento racial compromete a compreensão das trajetórias de vulnerabilidade dos pacientes idosos.

Idadismo e LGBTfobia Afastam Idosos LGBTQIAPN+

O pesquisador Diego Felix Miguel abordou como o idadismo, combinado com a LGBTfobia, afasta a população LGBTQIAPN+ idosa de serviços de saúde e Instituições de Longa Permanência (ILPIs). Em espaços de cuidado contínuo, a exclusão é frequentemente impulsionada por valores institucionais, muitas vezes religiosos, que promovem uma “LGBTfobia cordial”. Essa discriminação velada força idosos a esconderem sua orientação sexual e identidade de gênero por medo de represálias por parte de profissionais e outros residentes.

Saúde Sexual e de Gênero Ignoradas na Velhice

Miguel criticou a visão patriarcal sobre a sexualidade, que limita a validação do ato sexual à penetração, ignorando as vivências e desejos femininos, especialmente na terceira idade, onde o sexo pode estar associado à dor e ao sofrimento. Ele enfatizou que as relações de poder e gênero moldam e reprimem identidades, com consequências particularmente severas para as mulheres idosas.

Fonte: viva.com.br

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