Desaceleração no Mercado Doméstico e Impacto dos Custos Operacionais
O mercado de voos domésticos no Brasil registrou um aumento de 0,3% no preço médio das passagens em junho de 2026, atingindo R$ 660,5 por trecho. Esse cenário ocorre em meio a um aumento significativo nos custos operacionais das companhias aéreas, principalmente devido à elevação dos preços dos combustíveis. A desaceleração observada pode influenciar o ritmo de crescimento da demanda, segundo análise da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Combustível Dispara e Pressiona Tarifas Aéreas
O preço médio do querosene de aviação (QAV) disparou 57,6% em junho de 2026 em comparação com o mesmo mês do ano anterior, e 34,1% em relação a junho de 2024. Essa alta expressiva está diretamente ligada à volatilidade do mercado internacional de petróleo, intensificada por tensões geopolíticas no Oriente Médio. O QAV representa um dos principais custos para as companhias aéreas, respondendo por 33% de seus gastos totais, e suas oscilações refletem diretamente nas cotações internacionais da commodity e no câmbio.
Demanda Resiliente Apesar da Inflação nas Tarifas
Apesar do encarecimento das passagens, os dados da Anac indicam que o valor pago pelo transporte aéreo em voos nacionais, sem considerar taxas de embarque e serviços adicionais, apresentou uma alta de 3,1% em valores corrigidos pela inflação (IPCA) quando comparado a junho de 2024. Esse indicador é calculado com base em todos os bilhetes adquiridos por passageiros em rotas nacionais.
Cálculo da Tarifa Aérea e Seus Componentes
É importante ressaltar que os dados da Anac consideram apenas o valor da passagem aérea propriamente dita. Taxas de embarque, despacho de bagagem e marcação de assentos não estão inclusos no cálculo da tarifa média divulgada. A análise da agência busca oferecer um panorama claro sobre o comportamento dos preços do transporte aéreo no país.
Fonte: viva.com.br

