Eduardo Bolsonaro fora da disputa
Eduardo Bolsonaro (PL) não será mais suplente de André do Prado (PL) na chapa ao Senado por São Paulo. A decisão surge em decorrência de sua condenação em junho deste ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Além disso, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teve seu mandato de deputado federal cassado em dezembro de 2025 por excesso de faltas não justificadas.
Inelegibilidade impede participação eleitoral
A condenação tornou Eduardo Bolsonaro inelegível, conforme a Lei da Ficha Limpa. O prazo de oito anos de inelegibilidade só começa a contar após o cumprimento da pena, o que inviabiliza sua participação nas eleições de 2026. A presença de um suplente inelegível pode comprometer o registro ou até mesmo levar à cassação de toda a chapa majoritária ao Senado, devido ao princípio da indivisibilidade.
Apoio declarado e nova configuração da chapa
Mesmo autoexilado nos Estados Unidos e impedido de concorrer, Eduardo Bolsonaro havia declarado apoio a André do Prado em maio deste ano. Com sua saída, a chapa bolsonarista ao Senado por São Paulo segue composta pelo presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), André do Prado, e pelo deputado federal Guilherme Derrite (PP).
Contexto político e histórico
A articulação para intimidar ministros do STF, que levou à condenação de Eduardo Bolsonaro, ocorreu enquanto ele estava nos Estados Unidos. A cassação do mandato de deputado federal, por sua vez, reforça o cenário de dificuldades eleitorais para o político, que agora se vê fora da disputa como suplente ao Senado.
Fonte: viva.com.br

