sábado, agosto 15, 2026
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Ministro Flávio Dino retira sigilo de investigações da PF sobre senador Weverton Rocha e caso de assassinato em 2022

Sigilo quebra e revela detalhes de apurações

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou a divulgação de decisões que permitiram à Polícia Federal (PF) avançar em investigações contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o ex-secretário do governo do Maranhão, Raimundo Cutrim. As apurações, que corriam em sigilo, agora trazem à tona detalhes sobre a suspeita de atuação do senador para influenciar um processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a possível obstrução de justiça.

O caso do “caso Tech Office” e a ligação com o senador

As investigações da PF centram-se no chamado “caso Tech Office”, um crime de assassinato ocorrido em 2022. A apuração ganhou contornos mais complexos após Gilbson Cutrim, condenado pelo homicídio, alegar que o senador Weverton Rocha teria tentado intervir em seu processo de progressão para o regime semiaberto. Segundo a PF, o senador mantinha contato regular com o ministro relator do caso no STJ, Humberto Martins, o que, para a polícia, ultrapassa uma relação meramente formal.

Diálogos e movimentações sob escrutínio

O conteúdo de um celular apreendido do senador Weverton Rocha, que também é investigado por fraudes no INSS, revelou diálogos sobre encontros pessoais e discussões de processos sob relatoria do ministro Humberto Martins. A PF interpretou que esses contatos indicam uma possível influência do senador para facilitar a progressão da pena de Gilbson Cutrim. Em junho de 2025, Gilbson foi transferido da Penitenciária de Pedrinhas (MA) para um presídio em Brasília, uma movimentação que a polícia considera suspeita em razão da alegada inércia na apreciação de pedidos urgentes.

Interesse ligado a conselheiro do TCE e pagamento de R$ 160 mil

A PF levanta a hipótese de que o interesse do senador no caso de Gilbson Cutrim estaria ligado à presença de Daniel Brandão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) e sobrinho do governador Carlos Brandão, no local do crime em 2022. A presença de ambos no mesmo local levantaria questionamentos sobre os motivos do homicídio. Paralelamente, o ex-secretário Raimundo Cutrim é investigado por supostamente ter pago R$ 160 mil à família de Gilbson, em uma tentativa de coibir uma delação que pudesse incriminar Daniel Brandão, configurando, segundo a PF, obstrução das investigações.

Prisão domiciliar e outras investigações

Raimundo Cutrim encontra-se em prisão domiciliar por determinação de Flávio Dino e também é alvo de apurações por suposta perseguição ao ministro do STF. As investigações ainda buscam identificar a participação de um agente da PF que teria utilizado informações sigilosas para tentar influenciar a família de Gilbson e omitir dados. O financiamento do esquema é apontado pela PF como originário do desvio de emendas parlamentares do ex-deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), já condenado por irregularidades.

Fonte: www.poder360.com.br

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