O que são as Centrais de Diluição?
O Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira (18) no Diário Oficial da União (DOU) as regras para a criação e funcionamento das Centrais de Diluição de medicamentos de altíssimo custo voltados à Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco). Essas estruturas serão responsáveis pela manipulação, reconstituição e fracionamento de doses de medicamentos infusionais, especialmente aqueles de alto valor, que serão distribuídos para serviços oncológicos.
Otimização e Redução de Perdas
A principal finalidade das Centrais de Diluição, dentro do modelo AF-Onco, é concentrar a manipulação de medicamentos de alto custo utilizados por diferentes serviços de oncologia em uma mesma região de saúde. A iniciativa visa reduzir o desperdício de insumos, otimizar o uso de recursos públicos e, consequentemente, ampliar o acesso dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) a tratamentos essenciais.
Agendamento Inteligente e Segurança do Paciente
A nova portaria também estabelece um modelo de “agendamento inteligente unificado”. Por meio dele, pacientes que necessitam do mesmo medicamento serão agrupados, sempre que possível, para facilitar o compartilhamento de doses. Antes de qualquer manipulação, os serviços deverão confirmar a presença e a condição clínica dos pacientes. Essa medida é crucial para evitar perdas de medicamentos caso uma aplicação precise ser cancelada.
Prazo para Implementação
Os Estados e o Distrito Federal terão um prazo de 90 dias para mapear as estruturas existentes e planejar a implementação das Centrais de Diluição. A expectativa é que essas centrais possam atender a dois ou mais serviços de oncologia em uma mesma região, promovendo maior eficiência e equidade na distribuição de medicamentos oncológicos no país.
Fonte: futurodasaude.com.br

