quinta-feira, agosto 13, 2026
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Minerva Foods Redireciona Exportações da América do Sul para Manter Fatia na China Frente a Cotas Brasileiras

Estratégia de Flexibilização para o Mercado Asiático

Diante das cotas de exportação impostas pelo governo chinês ao Brasil, a Minerva Foods está implementando uma estratégia de redirecionamento de volumes para preservar sua participação de mercado na China. A empresa planeja utilizar suas operações em países vizinhos da América do Sul, como Argentina, Uruguai e Colômbia, para suprir a demanda asiática. A expectativa é que, apesar das restrições, os volumes totais exportados para a China em 2026 se mantenham próximos aos registrados no ano anterior.

Desafios e Oportunidades no Mercado Internacional

O governo chinês estabeleceu uma cota de 1,1 milhão de toneladas de carne para o Brasil em 2026, um volume inferior aos 1,7 milhão de toneladas exportados em 2025. Embora a cota só seja oficialmente contabilizada na entrada da mercadoria no país asiático, a indústria brasileira considera que o limite já foi atingido, considerando o tempo de transporte. Edison Ticle, CFO da Minerva Foods, afirmou que “apesar do Brasil estar fechado, porque as cotas acabaram, nossos volumes para a China em 2026 vão ficar praticamente iguais aos do ano passado. Vamos suprir essa diferença com volumes de Argentina, Uruguai e Colômbia”.

A China representou 32% das exportações da Minerva nos últimos 12 meses encerrados no segundo trimestre de 2026, consolidando-se como o principal destino. O mercado norte-americano, com os Estados Unidos como principal vetor de demanda, alcançou uma fatia de 12% e apresenta potencial de crescimento. A oferta restrita de gado nos EUA pressiona os custos locais e limita a produção doméstica, abrindo espaço para exportadores sul-americanos.

Impacto no Desempenho Financeiro e Perspectivas

No segundo trimestre de 2026, a Minerva Foods reportou um lucro líquido ajustado de R$ 196,9 milhões, uma queda de 57% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas com um aumento de 125% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A alta no preço do boi, que aumentou cerca de 27% em média, pressionou as margens da empresa, resultando em um recuo de 5,5% no Ebitda, que atingiu R$ 1,23 bilhão. A receita líquida, no entanto, somou R$ 14,1 bilhões, um crescimento de 1,3%.

A empresa projeta uma estabilização e possível redução nos preços do gado até o final do ano. Fernando Queiroz, CEO da Minerva Foods, destacou que a Austrália, um dos principais concorrentes em volume, tem enfrentado aumento de preços e redução de volume, o que deve beneficiar os países da América do Sul com maior poder de precificação. O mercado interno brasileiro também tem surpreendido positivamente, com consumo estável apesar do cenário de endividamento e juros altos.

Fonte: neofeed.com.br

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