Medicamentos Falsificados: Um Mercado Bilionário e Perigoso
O mercado ilegal de medicamentos no Brasil atingiu um patamar alarmante em 2025, movimentando R$ 16,8 bilhões, um salto de 46% em relação aos R$ 11,5 bilhões registrados no ano anterior. O principal motor dessa expansão é o comércio de fármacos da classe GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, impulsionado pela crescente demanda por tratamentos para perda de peso e diabetes.
Impacto da Escassez e Popularidade
A combinação de escassez global, preços elevados e a popularização desses medicamentos criou um terreno fértil para o mercado paralelo. As perdas associadas a esse comércio irregular foram estimadas em mais de R$ 4,6 bilhões em 2025, um aumento significativo em relação aos R$ 3,2 bilhões do período anterior. Essa situação abre brechas para diversas formas de irregularidade, desde falsificações diretas até manipulações industriais proibidas e a venda de substâncias sem registro.
As Três Frentes da Ilegalidade
O comércio irregular de medicamentos opera em três frentes principais:
- Falsificações Diretas: Canetas com embalagens e rótulos idênticos aos originais, mas que contêm substâncias perigosas como insulina (podendo causar hipoglicemia severa) ou meras soluções salinas.
- Manipulação Industrial Proibida: Farmácias e laboratórios clandestinos produzem versões “genéricas” de semaglutida e tirzepatida, sem o devido controle de qualidade e segurança.
- Substâncias Sem Registro: Comercialização de compostos como a retatrutida, que ainda se encontra em fase de testes clínicos e não possui aprovação para uso.
Prejuízos e Riscos à Saúde
As perdas financeiras para o setor farmacêutico legal são substanciais, mas o maior risco reside na saúde pública. O consumo de medicamentos falsificados ou manipulados de forma irregular pode levar a sérios problemas de saúde, incluindo reações adversas graves e ineficácia no tratamento de doenças crônicas. As autoridades de saúde reforçam a importância de adquirir medicamentos apenas em canais oficiais e com prescrição médica.
Fonte: viva.com.br

