domingo, maio 31, 2026
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Malha Oeste: R$ 89 Bilhões em Jogo em Dilema de Divisão da Ferrovia que Liga MS a SP

O Futuro da Malha Oeste em Aberto

Após três anos de indefinição, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deu um passo crucial para definir o futuro da Malha Oeste, um corredor ferroviário de 1,9 mil km que conecta Corumbá (MS) a Mairinque (SP). A concessão atual, operada pela Rumo, encerra em junho, e um novo modelo de contrato, que prevê investimentos massivos de R$ 89,2 bilhões ao longo de 57 anos, está em jogo. No entanto, o Ministério dos Transportes ainda pondera a estratégia de leilão: oferecer a malha completa ou dividi-la em três segmentos.

Investimento Bilionário e o Ferroanel de São Paulo

O projeto da nova concessão da Malha Oeste exige que o futuro operador construa o Ferroanel de São Paulo, uma obra estimada em R$ 6 bilhões. Paralelamente, a ANTT liberou um aporte de R$ 3,6 bilhões para a recuperação e modernização dos trechos da ferrovia, condicionado à performance operacional. Essa decisão visa estimular a recuperação de segmentos atualmente ociosos, mas a viabilidade de atrair investidores para trechos menos rentáveis é um ponto de atenção.

A Estratégia de Divisão: Atratividade e Riscos

A intenção de dividir a Malha Oeste em três concessões visa aumentar a atratividade para diferentes perfis de investidores. Os trechos mais promissores são o de Corumbá a Bauru (SP), com 1,3 mil km, utilizado para transporte de minério de ferro, e o trecho de Corumbá a Três Lagoas (MS), com 300 km, que atende à indústria de celulose. A maior parte do trecho entre Bauru e Mairinque apresenta menor atratividade devido à conexão com a Malha Paulista, que já escoa a carga para o Porto de Santos. Especialistas apontam que o aporte federal funciona como um incentivo para que o concessionário assuma a malha completa, evitando a seleção apenas dos trechos mais lucrativos. Contudo, a viabilidade de trechos menos demandados é incerta, e o contrato precisará de metas claras para a reativação de segmentos ociosos.

Cronograma Apertado e Evitando a Descontinuidade

Apesar da complexidade e das dúvidas sobre a modelagem, o Ministério dos Transportes pretende realizar o leilão ainda em 2026. A urgência se deve ao fim iminente do contrato com a Rumo e à impossibilidade de repactuação direta, vetada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Especialistas avaliam que o cronograma é apertado, mas necessário para evitar a descontinuidade do serviço. O governo busca um equilíbrio entre a celeridade do processo e a entrega de um edital detalhado, visando atrair investimentos e garantir a operação contínua da Malha Oeste.

Fonte: neofeed.com.br

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