quarta-feira, maio 6, 2026
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Mak Capital Eleva Pressão na Oncoclínicas: Exige Troca de Conselho e Alerta para Risco Crítico de Falência

Pressão Aumenta com Carta Alarmante

A Mak Capital, gestora com 6,3% do capital da Oncoclínicas, elevou o tom em sua disputa com a companhia, enviando uma nova carta à gestão e ao conselho de administração. O documento descreve a situação da empresa como “crítica” e condiciona qualquer aporte financeiro a mudanças significativas na governança corporativa. Fontes próximas à gestora americana indicam que esta missiva representa uma escalada nas comunicações, combinando pressão financeira, institucional e jurídica, e alertando para um risco iminente de liquidez e, consequentemente, de falência, caso a empresa não altere seu rumo.

Dificuldades Financeiras e de Governança em Evidência

A carta da Mak Capital destaca a não obtenção de waivers para dívidas, o que coloca a Oncoclínicas em risco de vencimento antecipado de obrigações já em abril de 2026. Adicionalmente, a gestora aponta o atraso na divulgação dos resultados financeiros de 2025 como um sinal de dificuldades internas, especialmente em um contexto de questionamentos sobre covenants e estrutura de capital. A crise de caixa já estaria impactando as operações, com remarcações de tratamentos e renegociações com fornecedores, indicando que os problemas financeiros podem estar transbordando para a área assistencial.

Propostas de Solução e Exigência de Mudanças no Conselho

Em paralelo à postura mais firme, a Mak Capital se posiciona como parte da solução, apresentando duas propostas financeiras. A primeira visa levantar entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões através da monetização de recebíveis. A segunda, em linha com ofertas anteriores, propõe uma reestruturação mais abrangente, de até R$ 500 milhões. No entanto, a gestora reitera que a mudança na governança corporativa é um ponto inegociável. A Mak Capital exige a reconfiguração do conselho de administração, sugerindo a substituição de dois membros atuais e indicando quatro nomes com experiência em reestruturação: Mateus Bandeira, Fabio Jung, Ademar Vidal Neto e Marcos Grodetzky.

Cobrança por Transparência e Participação nas Decisões

Além das questões financeiras e de governança, a Mak Capital também cobra maior transparência nas informações prestadas pela Oncoclínicas. A gestora está incomodada com a falta de registro formal de oposição dos administradores a decisões que possam contrariar o interesse da companhia, como a aprovação do acordo de M&A. A Mak pede acesso irrestrito às informações e exige participação em qualquer decisão relevante, desde reestruturações até processos de recuperação extrajudicial. A instabilidade da empresa já se reflete no mercado, com as ações ONCO3 sofrendo forte desvalorização após um período de alta.

Fonte: neofeed.com.br

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