domingo, maio 31, 2026
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Macron inicia tournée africana no Egito com foco em segurança e legado

Alexandria, Egito

O presidente francês, Emmanuel Macron, iniciou nesta segunda-feira (29) uma importante digressão pelo continente africano com uma visita ao Egito. O primeiro compromisso em Alexandria incluiu um encontro com o líder egípcio, Abdel Fattah Al-Sissi, seguido pela inauguração do novo campus da universidade Senghor e uma visita à histórica Cidadela de Qaitbay. A reunião com Al-Sissi teve como objetivo fortalecer a relação bilateral entre França e Egito e discutir a atual crise no Oriente Médio. Macron também pretende propor o lançamento de uma “coligação marítima” de países não beligerantes para garantir a segurança e a reabertura do estreito de Ormuz.

Nairobi, Quênia: Cimeira “Africa Forward” em destaque

O ponto alto da viagem será no Quênia, país anglófono, onde Macron co-presidirá nos dias 30 e 31 de janeiro a cimeira “Africa Forward”. Este evento reunirá líderes africanos e empresários, marcando a primeira cimeira com a presença de dirigentes do continente desde 2017 e a primeira em um país de língua inglesa. A iniciativa visa consolidar o legado de Macron a um ano do fim do seu mandato, com foco no desenvolvimento económico e investimentos transfronteiriços. A cimeira é vista como um passo importante para renovar as relações entre França e África, num contexto de crescente influência russa e chinesa no continente.

Adis Abeba, Etiópia: Paz e Segurança em foco

A digressão de Macron termina na quarta-feira (01) em Adis Abeba, Etiópia. Lá, o presidente francês se reunirá com o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, e o presidente da Comissão da União Africana, além de visitar a sede da organização. O encontro, que contará com a presença do secretário-geral da ONU, António Guterres, será centrado no reforço das respostas conjuntas em matéria de paz e segurança.

Desafios e Legado Francês na África

A viagem ocorre em um momento delicado para a França na África, com o sentimento antifrancês persistindo em algumas ex-colônias e a crescente influência de potências como Rússia e China. A retirada das forças francesas do Mali, Burkina Faso e Níger, após golpes de Estado e o consequente distanciamento desses países da França em direção à Rússia, são exemplos da complexidade das relações atuais. Macron tem buscado romper com a antiga estratégia “Françafrique”, reconhecendo abusos coloniais, mas enfrenta desafios para redefinir o papel da França no continente, com críticas de que sua abordagem ainda é percebida como arrogante e paternalista por alguns africanos.

Fonte: pt.euronews.com

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