quarta-feira, maio 6, 2026
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Lula na Colômbia: “Estou indignado com a passividade da ONU sobre guerras”

Críticas à ONU e ao Conselho de Segurança

Durante sua participação em um evento na Colômbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou profunda indignação com a atuação das Nações Unidas diante dos conflitos internacionais. Lula questionou a eficácia do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que seus membros permanentes, criados para manter a paz, são os próprios responsáveis por deflagrar guerras. “E são eles que estão fazendo as guerras! E quando é que vamos tomar atitudes para não permitir que países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis?”, indagou o presidente, batendo na mesa em sinal de forte descontentamento.

Incapacidade em Resolver Conflitos

O chefe de Estado citou a “falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas” e a “passividade dos membros de segurança” como razões para a incapacidade de resolver problemas em regiões como a Faixa de Gaza, Iraque, Líbia, Ucrânia e Irã. “Ou seja, tudo se resolve por guerra? Quem tem mais canhão se acha dono do mundo?”, lamentou Lula.

Exploração de Minerais Críticos e Soberania

Lula também abordou a questão da exploração de minerais críticos e terras raras, ressaltando a importância de países em desenvolvimento utilizarem suas reservas para o próprio desenvolvimento econômico. Ele criticou a postura de grandes potências que, segundo ele, “querem ser donos dos minerais críticos e terras raras que temos”. O presidente defendeu que países como Bolívia, nações africanas e latino-americanas não devem se contentar em ser meros exportadores desses recursos. “Quem quiser, se instale no País, para que a gente tenha a chance de desenvolver nossos países”, propôs.

Preocupação com Cenário Global

Demonstrando extrema preocupação com o cenário mundial, Lula declarou que o planeta vive a “maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial”. Ele alertou que as guerras em diversas partes do globo não apenas afastam o desenvolvimento, mas também geram graves efeitos econômicos, sociais e políticos, como o aumento do preço da energia e dos alimentos. “Eu não poderia ter faltado a essa reunião. Cheguei aqui às 2h para essa reunião. É preciso que a gente levante a cabeça, não é possível alguém achar que é dono dos outros países. O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático? Em que artigo da carta da ONU está dito que um presidente de um país pode invadir o outro? Nem da Bíblia”, concluiu.

Fonte: viva.com.br

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