domingo, junho 21, 2026
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Lula explica ausência na Marcha para Jesus: ‘Não quero tirar proveito político de algo sagrado’

Presidente evita participação em eventos religiosos em período eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) explicou nesta quinta-feira (4 de junho de 2026) os motivos de sua ausência na Marcha para Jesus, realizada em São Paulo. Em uma conversa telefônica com o advogado-geral da União, Jorge Messias, que o representou no evento, Lula declarou que sua não participação se deve ao desejo de não ser visto como alguém que busca “tirar proveito político de uma coisa sagrada”. A declaração foi divulgada por Messias em suas redes sociais.

“Eu vou lhe contar porque eu não vou. Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”, afirmou o presidente durante o diálogo.

Agradecimento pela Lei da Marcha para Jesus

Durante a conversa, Lula expressou satisfação por ter sancionado a Lei nº 12.025 de 2009, que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus no Brasil. A proposta legislativa foi de autoria do então senador e atual deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). O bispo Estevam Hernandes, presente no evento, manifestou gratidão pela legislação, e Lula pediu a Messias que “cuide bem do nosso bispo”.

A estimativa do Poder360 para a Marcha para Jesus deste ano aponta para a presença de cerca de 35.000 pessoas.

Flávio Bolsonaro participa e fala em “guerra espiritual”

Em contrapartida à ausência de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos principais adversários políticos do governo, marcou presença na edição de 2026 da Marcha para Jesus. Recebido com entusiasmo pelo público, Flávio Bolsonaro discursou sobre a situação do Brasil, afirmando que o país vive uma “grande guerra espiritual”. “Nada melhor do que estar aqui para recarregar as baterias e orar pelas famílias brasileiras”, declarou o senador.

A Marcha para Jesus, inspirada em uma mobilização semelhante no Reino Unido, teve sua primeira edição no Brasil em 1993. Em 2009, o então presidente Lula sancionou a lei que oficializou a celebração no calendário nacional. Vale ressaltar que o presidente Lula, apesar de ter sancionado a lei, nunca compareceu presencialmente ao evento.

Em 2019, Jair Bolsonaro se tornou o primeiro presidente em exercício a participar da marcha. As edições de 2020 e 2021 foram suspensas devido à pandemia de covid-19.

Fonte: www.poder360.com.br

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