Artistas unem forças contra ‘Tigrinho’ e apostas online
Uma nova campanha, batizada de “Block no Tigrinho”, está reunindo artistas e personalidades brasileiras para alertar sobre os perigos crescentes das apostas online no país. A iniciativa visa combater o comportamento compulsivo e o endividamento que afetam milhões de brasileiros, chamando atenção para a forma como essas plataformas são divulgadas, muitas vezes associadas a promessas de ganhos rápidos e transformação de vida.
Impacto financeiro e social alarmante
Dados recentes da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelam um cenário preocupante: o varejo brasileiro registrou perdas de R$ 103 bilhões em 2024 devido às apostas online. Além disso, 1,8 milhão de pessoas tornaram-se inadimplentes após comprometerem suas rendas com essas plataformas. Uma pesquisa da Meio/Ideia, divulgada em maio, apontou que quase metade dos brasileiros com mais de 45 anos apostou em abril, com 28,3% na faixa etária de 45 a 59 anos e 21,3% entre os mais velhos (60+).
A campanha e suas propostas
A campanha “Block no Tigrinho” conta com a participação de músicos, atrizes e atores renomados nacionalmente. O coletivo 342 Artes, responsável pela iniciativa, busca estimular um debate público profundo sobre os efeitos sociais e econômicos das apostas online no Brasil. A proposta vai além da conscientização, almejando pressionar autoridades e órgãos reguladores para que intensifiquem a fiscalização e controlem de perto a publicidade dessas plataformas, especialmente em relação às promessas de ganhos fáceis.
Chamado à ação e debate público
Os participantes da campanha incentivam a população a apoiar o manifesto e a discutir abertamente os impactos negativos do crescimento das plataformas de apostas no país. O objetivo é criar uma frente unida para discutir a regulamentação do setor e proteger os cidadãos dos riscos associados ao vício e ao endividamento decorrente das apostas online. Um vídeo da campanha já circula nas redes sociais, reforçando o apelo por conscientização e ação.
Fonte: viva.com.br

