Diálogo acima de tudo
Após um encontro com Donald Trump na Casa Branca, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira (7 de maio de 2026) que não possui uma “vocação belicista”, enfatizando sua preferência pelo diálogo e pela persuasão em detrimento da guerra. A declaração surgiu em resposta a questionamentos sobre sua relação com Trump, a quem já criticou no passado. “O Trump não vai mudar o jeito dele de ser por causa de uma reunião de três horas comigo. Eu não tenho vocação belicista. A minha vocação é de diálogo, é acreditar no poder da narrativa, acreditar no poder do convencimento”, afirmou Lula.
Críticas a conflitos e apelo por reforma na ONU
Lula expressou forte oposição às guerras em curso, citando especificamente os conflitos no Irã, em Gaza e na Ucrânia. “Todo mundo sabe como começa uma guerra. Como termina, ninguém sabe”, pontuou. O presidente reiterou sua defesa por uma reforma do Conselho de Segurança da ONU, propondo que os cinco membros permanentes (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido) realizem uma reunião conjunta para debater as crises globais. Lula informou já ter contatado Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron sobre a proposta e a apresentou a Trump, expressando a esperança de que o ex-presidente americano tenha “ouvido”.
Acordo nuclear iraniano como exemplo
Durante a reunião, Lula entregou a Trump uma cópia do acordo nuclear firmado entre Brasil e Turquia em 2010 com o Irã. Ele descreveu o documento como “muito melhor” do que os acordos posteriores negociados pelas potências ocidentais, ressaltando que ele demonstra a eficácia da paciência e da persuasão onde a força falha. Trump se comprometeu a analisar o material.
Fortalecimento da Defesa nacional e o Sul Global
Em contraste com sua postura pacifista em relação a conflitos internacionais, o presidente Lula tem defendido internamente o aumento dos investimentos em Defesa. Em março, ele alertou sobre a necessidade de preparação militar para evitar invasões e destacou a capacidade de países do Sul Global em desenvolver sua própria indústria bélica, dispensando a dependência de “senhores das armas”. Lula sancionou em novembro de 2025 a Lei Complementar 221, que realoca R$ 30 bilhões até 2031 para o reaparelhamento das Forças Armadas. Há ainda a possibilidade de incluir a ampliação desses investimentos no programa de governo para sua reeleição, visando fortalecer a soberania brasileira em um cenário geopolítico tenso.
Fonte: www.poder360.com.br

